Os contratos futuros de milho negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) caíram quase 1,9% nesta segunda-feira, 5, no maior recuo do dia para o mercado de grãos.
A retração ocorreu apesar dos ganhos obtidos durante o pregão noturno, sendo motivada por sinais de que a já fraca demanda de exportação por suprimentos dos Estados Unidos piorou ainda mais, disseram operadores.
“O lado da exportação do milho continua sendo uma ferida no peito”, disse o analista Charlie Sernatinger, da Marex Capital, em nota aos clientes.
Os comerciantes ignoraram o impacto potencial que o clima quente e seco no Meio-Oeste dos EUA pode ter sobre a safra recém-semeada.
“Acho que ainda está cedo o suficiente para que não haja danos irreversíveis”, disse o analista-chefe de mercado da Northstar Commodity, Mark Schultz.
O Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) disse nesta segunda-feira que as inspeções semanais de exportação de milho caíram para 1,18 milhão de toneladas, ante 1,346 milhão de toneladas na semana anterior.
Assim, o contrato de milho com vencimento em julho na CBOT caiu 11,50 centavos de dólar, indo a US$ 5,975 por bushel. O contrato atingiu uma máxima de seis semanas antes de recuar.
Além disso, na bolsa brasileira B3, o movimento também foi de retração. Os futuros de milho para julho caíram 1,67%, para R$ 52,95 por saca de 60 quilos, enquanto o contrato para setembro teve queda de 1,47%, indo a R$ 57,10 por saca.
Mark Weinraub
Com reportagem adicional de Michael Hogan e Naveen Thukral; informações adicionais NovaCana