Os futuros de milho negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) atingiram uma mínima em três anos antes de se recuperarem nesta quinta-feira, 18. O movimento ocorreu devido à cobertura de posições vendidas e compras técnicas, disseram analistas.
As expectativas de abastecimento global adequado e condições de clima favoráveis às colheitas no Brasil, o maior exportador mundial de soja, continuaram influenciando os mercados de grãos.
Mas os futuros de milho estavam em condição de sobrevenda devido às perdas recentes, disse o analista da Summit Commodity Brokerage, Tomm Pfitzenmaier.
Com isso, o contrato mais ativo na CBOT subiu 1,75 centavo de dólar, indo a US$ 4,44 por bushel, após tocar US$ 4,3675, o menor preço desde dezembro de 2020.
Chuvas favoráveis têm aliviado temores relacionados a danos às safras no Brasil devido à seca. “Há algumas preocupações com a safra brasileira, mas qualquer perda parece que será compensada por uma safra argentina em recuperação”, disse o analista Andrew Whitelaw, da Episode 3 em Canberra.
Em contrapartida, a bolsa brasileira B3 voltou a registrar retrações após duas sessões de alta. Os futuros de milho para março caíram 1,77%, para R$ 66,70 por saca de 60 quilos, enquanto o contrato para maio teve queda de 1,02%, indo a R$ 65,72 por saca.
Tom Polansek
Com reportagem de Gus Trompiz e Peter Hobson; informações adicionais NovaCana