Os contratos futuros de milho dos Estados Unidos fecharam em baixa nesta quarta-feira, 18, com traders registrando lucros depois de máximas de vários meses e com as previsões meteorológicas prometendo chuvas muito necessárias no cinturão agrícola da Argentina.
Na Bolsa de Chicago (CBOT), o milho com vencimento em março caiu 4 centavos de dólar, indo a US$ 6,8125 por bushel. O contrato recuou após um aumento para US$ 6,8875 por bushel, o valor mais alto desde 4 de novembro.
“A previsão do tempo na Argentina foi um pouco mais úmida em relação a ontem. Isso levou a alguma realização de lucros”, disse o analista sênior de commodities da Futures International, Terry Reilly. “Depois de ‘escalar’ por dias, os comerciantes estão recuperando algum fôlego”, completou.
O mercado obteve um apoio adicional do otimismo sobre uma recuperação econômica na China, já que os investidores olharam para além do crescimento decepcionante de 2022 e anteciparam uma recuperação na atividade com o relaxamento das restrições no combate à covid-19.
Além disso, apesar das condições de seca na Argentina, as expectativas de safras abundantes no Brasil continuaram a atenuar as preocupações com a oferta.
A produção brasileira de grãos de verão 2022/23 superará a capacidade total de armazenamento pela primeira vez em 20 anos em meio às expectativas de uma safra recorde de soja, segundo dados da Companhia Nacional do Abastecimento (Conab) obtidos pela Reuters.
Com isso, na bolsa brasileira B3, o movimento segue sendo de retração. Os futuros com vencimento em março caíram 0,33%, para R$ 91,58 por saca de 60 quilos, enquanto o contrato para maio teve queda de 0,74%, sendo negociado a R$ 90,86 por saca.
Julie Ingwersen
Reportagem adicional de Gus Trompiz e Matthew Chye; tradução e informações adicionais NovaCana