Os futuros de grãos negociados na Bolsa de Chicago caíram nesta terça-feira, 8, antes da divulgação das amplamente seguidas previsões de safra do governo dos Estados Unidos na quarta-feira, e com os comerciantes avaliando os riscos de demanda na China.
O mercado de também lutou com as perspectivas de fornecimento do Mar Negro, enquanto a Ucrânia buscava expandir um acordo de grãos, permitindo exportações dos portos do Mar Negro.
Com isso, o contrato de milho mais ativo, com vencimento em dezembro, caiu 9 centavos de dólar, para US$ 6,6675 por bushel, e atingiu seu preço mais baixo desde 29 de setembro.
Os traders afirmaram que ajustaram as posições antes das previsões de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA).
A média das estimativas para o rendimento de milho dos EUA entre analistas consultados pela Reuters ficou inalterada em relação aos números de outubro do USDA. No entanto, os analistas esperam que o USDA eleve suas estimativas para os estoques finais dos EUA em 2022/23 em relação ao mês passado, mostram as pesquisas.
A Ucrânia quer que o acordo de exportação de grãos do Mar Negro seja expandido para incluir mais portos e mercadorias e espera que uma decisão de estender o acordo por pelo menos um ano seja tomada na próxima semana, disse o vice-ministro de infraestrutura da Ucrânia nesta terça-feira.
Na bolsa brasileira B3, o movimento foi de queda, com leve alta apenas para o contrato mais próximo. Assim, os futuros de milho para novembro subiram 0,05%, para R$ 85,85 por saca de 60 quilos, enquanto o contrato para janeiro de 2023 teve queda de 0,96%, sendo negociado a R$ 88,10 por saca.
Tom Polansek
Com reportagem de Gus Trompiz e Naveen Thukral; informações adicionais NovaCana