Os contratos de milho negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) recuaram nesta quinta-feira, 9, pressionados por dados fracos de exportação e expectativas de que os compradores estrangeiros em breve mudarão seus pedidos para o Brasil e a Argentina, à medida que os suprimentos recém-colhidos da América do Sul cheguem ao mercado.
Com isso, os futuros de milho com vencimento em março na CBOT caíram 7,75 centavos de dólar, indo para US$ 6,7075 por bushel.
Ainda assim, a commodity flutuou entre território positivo e negativo durante a sessão. “Estamos limitados”, disse o gerente sênior de risco da Top Third Ag Marketing, Dan Smith. “Não há notícias realmente de baixa ou alta no momento”.
Na América do Sul, os operadores estavam atentos ao impacto de uma seca na Argentina que prejudicou as lavouras, levando a uma forte redução nas perspectivas de colheita naquele importante fornecedor global.
Os atrasos das chuvas na colheita da soja no Brasil, que podem atrasar o plantio de milho, também estão sendo monitorados.
Na bolsa brasileira B3, desta forma, o movimento foi de ligeira elevação. Os futuros para março subiram 0,15%, para R$ 87,45 por saca de 60 quilos, enquanto o contrato para maio teve alta de 0,08%, para R$ 88,95 por saca.
Mark Weinraub
Com reportagem de Gus Trompiz e Enrico Dela Cruz; informações adicionais NovaCana