Os futuros de milho negociados nos Estados Unidos caíram nesta quinta-feira, 27, com a fraca demanda por exportação do país, disseram analistas.
Traders ficaram desapontados porque o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA, na sigla em inglês) divulgou uma exportação de milho dos EUA de 264 mil toneladas na semana encerrada em 20 de outubro, abaixo das estimativas dos analistas que variaram de 350 mil a 1,075 milhão de toneladas.
“As vendas de exportação de milho continuam anêmicas”, disse Don Roose, presidente da corretora US Commodities, com sede em Iowa. “Este mercado tem tudo a ver com a demanda”.
Os Estados Unidos enfrentam a concorrência da América do Sul nas vendas de exportação para compradores globais, como a China.
Além disso, a chuva melhorou as condições para as safras de milho 2022/23 na Argentina, atingida pela seca, disse a bolsa de cereais de Buenos Aires.
Com isso, o contrato de milho mais ativo na Bolsa de Chicago (CBOT) fechou em queda de 2,75 centavos de dólar, a US$ 6,8225 por bushel.
Já na bolsa brasileira B3, o movimento foi de elevação para os contratos mais recentes. Os futuros de milho para novembro subiram 0,15%, para R$ 86,42 por saca de 60 quilos, enquanto o contrato para janeiro de 2023 teve alta de 0,16%, sendo negociado a R$ 91,30 por saca.
Tom Polansek
Com reportagem Gus Trompiz e Naveen Thukral; informações adicionais NovaCana