O milho sentiu a pressão do mercado nesta quarta-feira, 15, depois de registrar ganhos no dia anterior. Os futuros com vencimento em dezembro na Bolsa de Chicago (CBOT) fecharam com queda de 1,57%, ou 7,5 centavos de dólar, indo a US$ 4,7075 por bushel.
O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou outra grande venda de exportação privada, com o Japão encomendando 124 mil toneladas de milho. Relatórios ainda mostram que o Irã está licitando 180 mil toneladas de milho para ração.
Dados do Agência de Informação de Energia do país (EIA) mostraram que 1,05 milhão de barris de etanol foram produzidos diariamente, em média, durante a semana encerrada em 11 de novembro. Isso representa um aumento de 5 mil barris diários em relação à semana anterior, mas ainda ficou 5 mil barris abaixo da semana encerrada em 27 de outubro.
Os estoques de etanol, por sua vez, diminuíram em 58 mil barris, para 20,95 milhões, no nível mais baixo desde dezembro de 2021.
Por sua vez, o ministério francês da agricultura elevou o valor da produção de milho em 400 mil toneladas, para 12,5 milhões de toneladas, citando rendimentos melhores do que o esperado. Isso ainda está 6% abaixo da média de cinco anos para a França.
No Brasil, a consultoria AgRural informou que o plantio de milho da primeira safra está 76% concluído na região Centro-Sul, ou seja, avanço de 10 pontos percentuais na semana. Um ano antes, o índice era de 70%.
Ainda assim, o movimento foi misto na bolsa brasileira B3 na terça-feira, 14, véspera do feriado da Proclamação da República. Os futuros de milho para janeiro subiram 0,12%, para R$ 68,25 por saca de 60 quilos, enquanto o contrato para março teve queda de 0,13%, indo a R$ 71,61 por saca.
Alan Brugler
Com tradução e informações adicionais NovaCana