Os futuros de açúcar demerara iniciam a semana sustentados na Bolsa de Nova York (ICE Futures US). Os fundamentos de suporte permanecem os mesmos, e os contratos voltaram a ter nos 15 cents por libra-peso um piso inicial. De acordo com participantes, o simples fato de o mercado ter retornado a esse terreno já pode ser considerado como algo altista.
Na sexta-feira, por exemplo, as cotações chegaram a marcar a máxima de 15,26 cents/lb, mesmo com o dólar disparando para acima de R$ 3,80. A moeda norte-americana, que terminou o dia em R$ 3,8398 (+1,85%), até limitou alguns ganhos, mas não impediu que os futuros se valorizassem.
Março subiu 7 pontos (0,47%) e fechou em 15,04 cents/lb, com máxima, portanto, de 15,26 cents/lb (mais 29 pontos) e mínima de 14,85 cents/lb (menos 12 pontos). Maio também avançou 7 pontos (0,48%) e terminou em 14,67 cents/lb. Na semana, acumularam valorizações de 4,01% (mais 58 pontos) e de 3,82% (mais 54 pontos), respectivamente.
O spread março/maio, que iniciara a semana passada em 33 pontos, fechou sexta-feira em 37 pontos de prêmio para o primeiro contrato da tela.
Jogam a favor da alta das cotações a perspectiva cada vez mais concreta de déficit em 2015/16 e também os efeitos do El Niño sobre os canaviais ao redor do mundo. Na semana passada, foi a vez de a INTL FCStone elevar sua estimativa de demanda maior que produção no atual ciclo, para 5,6 milhões de toneladas.
Do lado climático, participantes ainda monitoram os impactos das chuvas no Centro-Sul do Brasil, região que atravessa um novembro bem úmido. Para esta semana, a Climatempo ainda prevê precipitações de até 50 mm nos Estados de São Paulo, Minas Gerais e Goiás.
Graficamente, os futuros iniciam a semana com resistência inicial nos 15,26 cents/lb, máxima da semana passada, seguida pela psicológica de 15,50 cents/lb.



O Indicador de Açúcar calculado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq/USP) encerrou a sexta-feira em R$ 76,57/saca, alta de 0,76% ante a véspera. Em dólar, o índice ficou em US$ 19,99/saca (-1,04%).
