Açúcar: Mercado

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Futuros do açúcar surpreendem em Nova York e voltam a ter suporte em 11 cents


Agência Estado - Publicado: 28 Ago 2015 - 09:22

Os futuros de açúcar demerara surpreenderam ontem e fecharam em forte alta na Bolsa de Nova York (ICE Futures US). Os ganhos de 5% para o contrato com vencimento em outubro foram os maiores para um dia desde 10 de julho. Com a movimentação, os preços voltaram a ter suporte inicial nos psicológicos 11 cents por libra-peso.

Havia a expectativa de que o dólar a R$ 3,60 jogasse as cotações para baixo, mas a quinta-feira começou com a notícia de que a Bolsa de Xangai fechara em alta em meio ao corte no juro e a ações do Banco do Povo da China, que tem injetado diariamente liquidez no sistema financeiro. Por aqui, a moeda norte-americana repercutiu a melhora exterior e chegou a ceder mais de 1,50%, fechando o dia em R$ 3,5630 (-1,11%).

A valorização observada em outras commodities, sobretudo no petróleo (+10%), contribuiu para a alta do açúcar. Segundo João Paulo Botelho, da INTL FCStone, houve ainda um forte movimento de liquidação de posições vendidas por fundos. "Mas foi um movimento pontual, apenas para realizar lucros", ponderou. "Com essa alta, devemos ficar por mais tempo no terreno de dois dígitos", acrescentou o analista, em referência à perspectiva de que o açúcar escorregaria para os 9 cents/lb.

Ontem, outubro subiu 53 pontos (5,03%) e fechou em 11,06 cents/lb, maior nível desde 4 de agosto. A máxima no dia foi de 11,10 cents/lb (mais 57 pontos) e a mínima, de 10,57 cents/lb (mais 4 pontos). Março avançou 33 pontos (2,85%) e terminou em 11,91 cents/lb. O spread outubro/março variou de 105 para 85 pontos de prêmio para o segundo contrato da tela.

Nos gráficos, o suporte inicial está, portanto, nos 11 cents/lb. Para cima, há resistência em 11,10 cents/lb, máxima de ontem, seguida pela de 11,19 cents/lb, máxima de 3 de agosto.

Conforme Botelho, as chuvas registradas nesta quinta-feira em certas áreas de São Paulo e Paraná até deram algum suporte, mas bem limitado. O mercado ainda considera que a segunda quinzena de agosto registrará processamento superior a 40 milhões de toneladas, com mix pendendo para a fabricação de açúcar.

O Indicador de Açúcar calculado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq/USP) encerrou a quinta-feira em R$ 47,22/saca, alta de 0,49% ante a véspera. Em dólar, o índice ficou em US$ 13,25/saca (+1,61%).