A tendência é de ganhos para os futuros de açúcar demerara nesta semana na Bolsa de Nova York (ICE Futures US), que não opera hoje por causa do feriado de Martin Luther King nos Estados Unidos. A menos que o dólar registre valorização expressiva ante o real, o clima chuvoso no Centro-Sul do Brasil permanecerá como principal fundamento de suporte.
De acordo com a Climatempo, São Paulo terá uma semana com acumulados na casa dos 100 mm, semelhante ao esperado para Paraná e Mato Grosso do Sul. Em comunicado, o presidente da Associação dos Produtores de Bioenergia de Mato Grosso do Sul (Biosul), Roberto Hollanda, destacou que dezembro já foi um mês de "baixa produção" no Estado, o que pode persistir em janeiro. Por lá, mais da metade das empresas continuam em atividade para dar conta de moer a matéria-prima em pé.
Os investidores monitoram também a Índia, onde o clima seco prejudica as lavouras. Quanto à China, os números de importação recorde em 2015 já foram assimilados pelo mercado.
Do lado baixista, há o câmbio no Brasil. Na sexta-feira, o dólar deu mais um repique ante o real, fechando em R$ 4,0484 (+1,36%). Para além dos R$ 4, há forte estímulo a fixações de preços por produtores brasileiros, o que justificou a pressão sobre os contratos mais longos.
O contrato do açúcar com vencimento em março subiu 4 pontos (+0,27%) e fechou a sexta-feira em 14,92 cents/lb, com máxima de 15,12 cents/lb e mínima de 14,76 cents/lb. Maio também avançou 4 pontos e terminou em 14,48 cents/lb. O spread março/maio se manteve em 44 pontos de prêmio para o primeiro contrato da tela. Os demais contratos terminaram estáveis.
Nos gráficos, os futuros permanecem em torno dos 15 cents/lb. Para além disso, há uma resistência em 15,10 cents/lb, máxima de 5 de janeiro. Para baixo, o primeiro piso aparece nos psicológicos 14,50 cents/lb, seguido pelo de 13,93 cents/lb, mínima da semana passada.



Pelo mais recente relatório da Comissão de Comércio de Futuros de Commodities (CFTC), fundos reduziram o saldo comprado em açúcar em 31.563 lotes na semana encerrada em 12 de janeiro. A posição passou de 190.543 para 158.980 lotes.
O Indicador de Açúcar calculado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq/USP) encerrou a sexta-feira em R$ 84,48/saca, alta de 0,58% ante a véspera. Em dólar, o índice ficou em US$ 20,86/saca (-0,81%).
