Os futuros de açúcar demerara fecharam firmes ontem na Bolsa de Nova York (ICE Futures US), mantendo os expressivos ganhos registrados na sessão de terça-feira (23). Nem mesmo o dólar, que chegou a superar os R$ 4 durante o dia, conseguiu pressionar as cotações, que agora testam a importante resistência psicológica de 14 cents por libra-peso.
A última vez em que o mercado trabalhou acima desse patamar foi em 25 de janeiro, no início de uma sequência de dez pregões consecutivos de perdas – na ocasião, a desvalorização foi superior a 10%. Pelos gráficos, acima dos 14 cents/lb há uma resistência em 14,48 cents/lb, máxima registrada naquela sequência de sessões. Para baixo, as cotações parecem ter encontrado algum suporte nos 13,60 cents/lb.
Quanto aos fundamentos, nenhuma alteração. Os contratos seguem sustentados pelas chuvas em áreas produtoras do Centro-Sul do Brasil, pela perspectiva de déficit na safra global 2015/16, pela demanda na União Europeia (UE) e por recompras de posições por fundos. O dólar, que ontem acabou encerrando em baixa de 0,17%, a R$ 3,9576, mesmo com o downgrade do Brasil pela Moody's, pode dar ainda mais firmeza aos futuros nesta quinta-feira.
Março caiu 3 pontos (0,21%) e fechou ontem a 13,97 cents/lb. Os lotes para maio recuaram 2 pontos (0,14%) e terminaram em 13,88 cents/lb, com máxima no dia de 14,06 cents/lb (mais 16 pontos) e mínima de 13,64 cents/lb (menos 26 pontos). O spread março/maio variou de 10 para 9 pontos de prêmio para o primeiro contrato da tela.


Nos portos brasileiros, o total de navios que aguardam para embarcar açúcar aumentou de 20 para 22 na semana encerrada ontem, segundo levantamento da agência marítima Williams Brazil. O relatório considera embarcações já ancoradas, aquelas que estão ao largo esperando atracação e também as que devem chegar até o dia 6 de março.
Foi agendado o carregamento de 721,237 mil toneladas de açúcar. A maior quantidade será embarcada no Porto de Santos (SP), de onde sairão 548,387 mil t, ou 76% do total. Paranaguá responderá por 20% (141,350 mil t) e Maceió, por 4% (31,500 mil t).
O Indicador de Açúcar calculado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq/USP) encerrou a quarta-feira em R$ 80,13/saca, baixa de 0,83% ante a véspera. Em dólar, o índice ficou em US$ 20,27/saca (-0,64%).
