Os futuros de açúcar demerara fecharam perto da estabilidade ontem na Bolsa de Nova York (ICE Futures US). Durante o pregão, os preços até esticaram os ganhos, mas não tiveram forças para ir além dos 15 cents por libra-peso, que figuram como resistência inicial. A avaliação é de que a demanda ainda não dá sinais de melhora, o que impede ganhos mais expressivos, principalmente acima desse patamar.
O relatório de terça-feira da União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica), que apontou um mix de produção mais alcooleiro no Centro-Sul do Brasil, deu início ao rali observado nessas duas últimas sessões. As cotações saíram de 13,99 cents/lb e foram até uma máxima de 15,06 cents/lb ontem, valorização de 107 pontos (7,65%).
Apesar do suporte dado pela safra brasileira, a demanda no físico local continua patinando, com diferenciais de exportação beirando os 100 pontos. Em meio a essas forças altista e baixista, participantes voltaram a apostar em futuros dentro do intervalo que vai de 14,50 cents/lb a 15 cents/lb no curto prazo.
Esse range pode ser alterado conforme a oscilação cambial. O dólar, que há algumas sessões deixou de ditar o rumo das cotações, voltou a mexer com os contratos ontem. Durante o dia, a divisa caiu para R$ 3,70, impulsionando o demerara para acima de 15 cents/lb. No final, a moeda norte-americana ficou em R$ 3,7669 (-0,32%).
Março caiu 2 pontos (0,14%) e fechou a quarta-feira em 14,69 cents/lb, com máxima de 15,06 cents/lb (mais 35 pontos) e mínima de 14,64 cents/lb (menos 7 pontos). Maio também recuou 2 pontos (0,14%) e terminou em 14,34 cents/lb. O spread março/maio permanece em 35 pontos de prêmio para o primeiro contrato da tela.
Nos portos brasileiros, o total de navios que aguardam para embarcar açúcar aumentou de 56 para 64 na semana encerrada nesta ontem, segundo levantamento da agência marítima Williams Brazil. O relatório considera embarcações já ancoradas, aquelas que estão ao largo esperando atracação e também as que devem chegar até o dia 20 de dezembro.
Foi agendado o carregamento de 2,031 milhões de toneladas de açúcar. A maior quantidade será embarcada no Porto de Santos, de onde sairão 1,302 milhão de t, ou 64% do total. Paranaguá responderá por 30% (617,721 mil t); Recife, por 3% (56,500 mil t); Maceió, por 2% (30,250 mil t); e Suape, por 1% (25 mil t).


O Indicador de Açúcar calculado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq/USP) encerrou a quarta-feira em R$ 75,97/saca, alta de 0,57% ante a véspera. Em dólar, o índice ficou em US$ 20,15/saca (+1,15%).