Os futuros de açúcar demerara iniciam a semana com tendência a uma correção técnica na Bolsa de Nova York (ICE Futures US). Na sexta-feira, os contratos conseguiram avançar para além dos 17 cents por libra-peso, e o rompimento desse patamar deve desaquecer a demanda. Paralelamente, o Centro-Sul no Brasil se prepara para dias menos úmidos, favoráveis ao avanço da colheita de cana.

Além disso, cresceu o sentimento de que fundos e especuladores podem embolsar os lucros obtidos recentemente. O saldo comprado em açúcar continua muito elevado, na avaliação de participantes. Pelo mais recente relatório da Comissão de Comércio de Futuros de Commodities (CFTC), essa posição voltou a aumentar em 29.579 lotes na semana encerrada em 17 de maio, passando de 249.466 para 279.045 lotes, novo recorde.

Uma eventual correção, porém, não deve ser interpretada como uma mudança de direção. Isso porque o longo prazo ainda se mostra construtivo. Na semana passada, por exemplo, foi a vez de o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) projetar déficits de produção tanto para a safra global 2015/16 quanto para a 2016/17. Para esses ciclos, as projeções são de oferta menor que a demanda em 7 milhões e 5 milhões de toneladas, respectivamente.
Em meio a esses fundamentos, os futuros começam a semana com suporte nos psicológicos 17 cents/lb e resistência nos 17,29 cents/lb, máxima da semana passada.
Na sexta-feira, julho subiu 37 pontos (2,22%) e encerrou em 17,07 cents/lb, com máxima no dia de 17,29 cents/lb (mais 59 pontos) e mínima de 16,59 cents/lb (menos 11 pontos). Outubro perdeu 34 pontos (2%) e terminou em 17,33 cents/lb. Na semana, acumularam valorizações de 1,97% (mais 33 pontos) e 2% (mais 34 pontos).
O spread julho/outubro, que iniciara a semana passada em 25 pontos, fechou sexta em 26 pontos de prêmio para o segundo contrato da tela.

O Indicador de Açúcar calculado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq/USP) fechou a sexta-feira em R$ 76,02/saca (+0,38%). Em dólar, ficou em US$ 21,48/saca (+1,23%). A moeda norte-americana fechou em R$ 3,5234 (-1,23%).
