Os futuros do açúcar demerara fecharam estáveis ontem na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) após 12 pregões consecutivos de oscilação. Participantes avaliam que hoje o mercado não deve apontar uma direção, considerando o fim de semana prolongado no Brasil, maior player global da commodity. Na segunda-feira, os mercados domésticos estarão fechados por conta do feriado de Finados. Sem grandes novidades nos fundamentos, as cotações da commodity tendem a respeitar o intervalo recente.
Havia a expectativa de ganhos para esta semana em razão de chuvas em áreas produtoras do Centro-Sul do Brasil. As precipitações, contudo, não foram fortes o suficiente para prejudicar os trabalhos de campo. Somou-se a isso, como fator baixista, o enfraquecimento da demanda no físico brasileiro. Perdas maiores só não ocorreram porque os agentes ainda embutem nos futuros a perspectiva de uma safra bem alcooleira na principal região produtora do País.
Os preços chegam a esta sexta-feira dentro de um intervalo menor, que vai do suporte psicológico de 14,50 cents à resistência técnica de 14,73 cents/lb. Para além disso aparecem os pisos de 14,30 cents e 14 cents/lb e o teto de 15 cents/lb.
Ontem, março caiu 9 pontos (0,61%) e fechou em 14,56 cents/lb, com máxima de 14,69 cents/lb (mais 4 pontos) e mínima de 14,42 cents/lb (menos 23 pontos). Maio recuou 10 pontos (0,70%) e terminou em 14,17 cents/lb. O spread março/maio variou de 38 para 39 pontos de prêmio para o primeiro contrato da tela.
Também ontem, a Datagro elevou sua estimativa para a safra de cana no Centro-Sul de 604,6 milhões para 605,9 milhões de toneladas, com produção de 31,89 milhões de toneladas de açúcar - no ano passado foram 32 milhões de toneladas. Como as informações foram repassadas perto do fechamento do mercado, espera-se que participantes repercutam os números nesta sexta-feira.
Nos portos brasileiros, o total de navios que aguardam para embarcar açúcar diminuiu de 56 para 52 na semana encerrada na quarta-feira (28), segundo levantamento da agência marítima Williams Brazil. O relatório considera embarcações já ancoradas, aquelas que estão ao largo esperando atracação e também as que devem chegar até o dia 18 de dezembro.
Foi agendado o carregamento de 1,72 milhão de toneladas de açúcar. A maior quantidade será embarcada no Porto de Santos, de onde sairão 1,02 milhão de t, ou 59% do total. Paranaguá responderá por 36% (620,29 mil t); Maceió, por 4% (62,65 mil t); e Recife, por 1% (23,30 mil t).


O Indicador de Açúcar calculado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq/USP) encerrou a quinta-feira em R$ 72,57/saca, alta de 0,61% ante a véspera. Em dólar, o índice ficou em US$ 18,81/saca (+2,28%). A moeda norte-americana ficou em R$ 3,8537.