Os futuros de açúcar demerara voltaram a encerrar no positivo ontem na Bolsa de Nova York (ICE Futures US), mas o avanço foi mais comedido na comparação com os saltos observados recentemente. A avaliação é de que o mercado começa a se consolidar após as chuvas no Centro-Sul do Brasil. Com ganhos de quase 14% só em junho, os contratos tendem a fechar a semana firmes.

Não há mudanças nos fundamentos, e os participantes estão de olho na possibilidade de geadas durante o fim de semana em canaviais da principal região produtora do País. "O tempo fica firme entre a metade sul de Minas Gerais, todo o Estado de São Paulo e também no Rio", informou a SCA, ponderando que há risco para gear nas áreas de serra de São Paulo e no sul mineiro. "A tendência é de formação de geadas inclusive em áreas agrícolas de São Paulo e de Minas Gerais entre o domingo e a segunda-feira", acrescentou a trading.
Para o Banco Pine, aproximadamente 17% dos canaviais do Centro-Sul estão sob risco de problemas por causa de geadas até o dia 13 de junho. Em relatório divulgado ontem, a instituição afirma que, caso o fenômeno seja muito forte, poderão ser perdidas entre 15 milhões e 20 milhões de toneladas de cana.
Por essa razão, o mercado tende a aguardar até a semana que vem para mensurar eventuais prejuízos às plantações, e os preços devem trabalhar no terreno de 19 cents/lb hoje. A resistência está nos psicológicos 20 cents/lb, enquanto o suporte permanece nos 19,50 cents/lb.
E hoje a Comissão de Comércio de Futuros de Commodities (CFTC) deve reportar outro aumento no saldo comprado por fundos e especuladores, para uma nova posição recorde. No dia 31 de maio, o saldo era de 298.931 lotes.
Ontem, julho subiu 13 pontos (0,66%) e encerrou em 19,74 cents/lb. A máxima no dia foi de 19,92 cents/lb (mais 31 pontos) e a mínima de 19,41 cents/lb (menos 20 pontos). Outubro avançou 14 pontos (0,71%) e terminou em 19,80 cents/lb. O spread julho/outubro variou de 5 para 6 pontos de prêmio para o segundo contrato da tela. O dólar ficou em R$ 3,3971 (+0,84%).

O Indicador de Açúcar calculado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq/USP) fechou a quinta-feira em R$ 82,33/saca (+1,74%). Em dólar, ficou em US$ 24,24/saca (+0,96%).
