Os futuros de açúcar demerara têm o intervalo recente ainda respeitado na Bolsa de Nova York (ICE Futures US). Participantes continuam de olho nas chuvas em áreas produtoras do Brasil, mas, até o momento, não foram relatados atrasos expressivos nos trabalhos de colheita. Sem grandes novidades nos fundamentos, a tendência é de que os contratos oscilem novamente entre 16,50 cents e 17 cents por libra-peso nesta sexta-feira.

Participantes destacam que as precipitações se concentraram apenas na segunda-feira (16) em áreas produtoras de São Paulo e Paraná. Mas como a moagem nesses Estados está quase duas vezes maior na comparação com igual momento do ano passado, as chuvas tiveram pouco impacto sobre as cotações em Nova York. Para os próximos dias, a previsão aponta para tempo seco e frio em boa parte do Centro-Sul, contribuindo para as atividades das usinas.
O mercado também monitora o câmbio, que voltou a estressar com notícias vindas do exterior. Ontem, a divisa subiu 0,22%, para R$ 3,5672. Nada que ainda provoque uma corrida de vendas, mas o saldo comprado recorde por fundos suscita temores de uma liquidação a qualquer momento. Hoje a Comissão de Comércio de Futuros de Commodities (CFTC) atualiza o commitments até o dia 17 de maio. Em 10 de maio, a posição comprada era de 249.466 lotes.
Para além do intervalo recente, os futuros trabalham com suporte em 15,92 cents/lb, mínima da semana passada, e teto nos psicológicos 17,50 cents/lb.
Ontem, julho caiu 11 pontos (0,65%) e encerrou em 16,70 cents/lb, com máxima no dia de 16,93 cents/lb (mais 12 pontos) e mínima de 16,52 cents/lb (menos 29 pontos). Outubro perdeu 9 pontos (0,53%) e terminou em 16,99 cents/lb. O spread julho/outubro variou de 27 pontos para 29 pontos de prêmio para o segundo contrato da tela.

Nos portos brasileiros, o total de navios que aguardam para embarcar açúcar diminuiu de 42 para 40 na semana encerrada quarta-feira (18), segundo levantamento da agência marítima Williams Brazil. O relatório considera embarcações já ancoradas, aquelas que estão ao largo esperando atracação e também as que devem chegar até o dia 7 de junho.
Foi agendado o carregamento de 1,72 milhão de toneladas de açúcar. A maior quantidade será embarcada no Porto de Santos (SP), de onde sairão 1,47 milhão de t, ou 80% do total. Paranaguá responderá por 19% (323,60 mil t); e Maceió, por 1% (23,52 mil t).
O Indicador de Açúcar calculado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq/USP) fechou a quinta-feira em R$ 75,73/saca (+0,01%). Em dólar, ficou em US$ 21,22/saca (-0,24%).
