A possibilidade do Ministério da Economia reduzir o PIS/Cofins sobre o diesel, como uma maneira de atenuar o efeito do aumento no preço do combustível sobre o bolso dos caminhoneiros, foi criticada pela Federação Única dos Petroleiros (FUP). O diretor de comunicação da entidade, Tadeu Porto, diz que a melhor maneira seria a adoção de uma nova política de preços que tente evitar uma variação brusca do barril do petróleo e da alta do dólar.
“Reduzir imposto é a pior estratégia. Isso afeta a arrecadação e prejudica os investimentos do governo em áreas como a saúde. Não faz sentido falar nisso neste momento de pandemia. Não se pode ferir de morte a arrecadação fiscal do País”, diz. “Melhor seria uma política de preços para os combustíveis, envolvendo a ANP, a agência que inspeciona o setor, e outros órgãos. Somente assim a população estaria de fato protegida”.
Nesta quarta-feira, a FUP informou que vai apoiar a paralisação dos caminhoneiros, marcada para começar na segunda-feira, dia 1º de fevereiro, encabeçada pela Associação Nacional de Transporte no Brasil (ANTB). O apoio dos petroleiros terá ações localizadas em todo o País.
A principal reivindicação dos caminhoneiros é com relação a alta do diesel, que representa até 60% no valor da viagem e tem impacto inclusive no preço do produto final, como insumos e alimentos. De acordo com a FUP, somente em 2020, os preços do diesel tiveram 20 aumentos.
O preço médio da gasolina entregue ao mercado passou hoje para R$ 2,08 para as distribuidoras, o segundo aumento em menos de dez dias em 2021. Já o diesel terá o primeiro aumento desde 29 de dezembro, e vai para R$ 2,12 por litro em média, para a distribuidora.
Wagner Gomes