Máquinas e equipamentos

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Com funcionários em greve, paralisação na Dedini chega a uma semana


Jornal A Cidade - Publicado: 14 Mai 2015 - 09:24 | Atualizado: 30 Nov -0001 - 21:00

Desde quarta-feira (6) os funcionários da Dedini Indústrias de Base, com sede em Sertãozinho e Piracicaba, estão em greve. Os motivos são atraso no pagamento, o não pagamento do Fundo de Garantia e as férias atrasadas.

Para o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Sertãozinho, Samuel Marqueti, a situação atual da empresa não é só pela crise que castiga as indústrias da cidade. “A crise passa por todos os setores, mas nesse caso é má administração”, frisa.

De acordo com ele, 80 funcionários demitidos estão com as parcelas da rescisão atrasadas. “Há três meses esse pessoal não recebe”, afirma Marqueti. “Outros 400 trabalhadores temporários estão sendo demitidos e a Dedini também não está acertando a rescisão deles”, completa.

O sindicato da categoria acredita que, até agora, pelo menos 600 pessoas já foram demitidas somente na Dedini de Sertãozinho. “É um impacto muito grande para a cidade”, garante o sindicalista.

Um funcionário que tem mais de 20 anos de casa, que preferiu não se identificar, relata que eles optaram pela greve pois estão com medo, já que conhecem vários funcionários que foram demitidos e que, até hoje, não receberam nada.

“A coisa está difícil. Não temos pagamento, não depositam o Fundo de Garantia há cerca de quatro anos e o pessoal que saiu de férias já retornou e ainda não recebeu por ela. Por isso, optamos pela greve”, conta.

Além disso, segundo o funcionário, a empresa não paga a multa pela rescisão. “Tanto os 40%, quanto o valor que dividem não é pago”, frisa. “Todo pagamento é um desespero. Não dá para acreditar na empresa”, conclui.

Hoje, uma nova assembleia será realizada às 7h e se houver uma proposta pela empresa, deverá ser votada.

Queda de faturamento chega a 70%

Em nota, a Dedini informa que parcelou o pagamento dos salários de 5 de maio em função da indisponibilidade de caixa, gerada pela grave crise que o setor de bens de capital e o setor sucroenergético vêm atravessando.

“Em função desta crise instalada nos últimos anos, a Dedini teve uma queda de faturamento de mais de 70% e uma inadimplência dos clientes que atinge R$ 100 milhões, o que levou a empresa a buscar recursos no sistema financeiro e aumentar seu endividamento”, diz.

A empresa reforça ainda, em nota, que tem solicitado a compreensão dos colaboradores em somar esforços para a continuidade das operações. “Quanto aos clientes, este movimento não afetará a qualidade e prazo de entrega de seus produtos”, garante.

Por fim, a Dedini considera que a retomada das atividades irá permitir que a folha de pagamento dos seus funcionários seja completada até o início da próxima semana.

Gabriela Virdes