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FS projeta que um terço do milho colhido em 2031 será usado para produção de etanol

Segundo executivo da companhia, mesmo com 30% de mistura de anidro, maior oferta deve pressionar os preços do biocombustível nas bombas


NovaCana - Publicado: 02 Out 2024 - 08:46
FS projeta que um terço do milho colhido em 2031 será usado para produção de etanol

Paulo Trucco, da FS, acredita em uma maior participação de mercado do etanol de milho

A participação do etanol de milho no mercado de combustíveis nacional deve chegar a 41% em 2030/31, projeta o diretor comercial da FS, Paulo Trucco. Mas ele pondera que, considerando um possível crescimento da cana-de-açúcar, é possível que o percentual fique “um pouco abaixo”.

Em 2031, segundo Trucco, a produção doméstica de milho deve crescer para 140 milhões de toneladas, com 33,8% indo para a fabricação do biocombustível. Assim, ele aposta na industrialização do cereal internamente e não somente na exportação do produto in natura.

Além disso, o executivo afirma que o Brasil também deve vivenciar “um crescimento mais vertiginoso” que nos Estados Unidos em termos de área e produtividade, ainda que o rendimento estadunidense seja mais elevado.

A visão foi passada ontem, 1º, durante painel sobre o futuro dos biocombustíveis realizado no primeiro dia da décima edição do Teco Latin America, evento voltado para a cadeia produtiva de etanol de cereais, ocorrido em São Paulo (SP).

Trucco aponta os efeitos dessa mudança na relação entre oferta e demanda, uma vez que o mercado de etanol é altamente guiado em função do preço da gasolina. “O consumidor tem a opção e existe uma percepção energética de que o preço do etanol próximo ou abaixo de 70% é mais viável ao consumo”, completa.

Assim, com o excedente do produto, o preço baixa como um todo, independente da matéria-prima, mesmo considerando um possível aumento do consumo interno “dado que não teremos nada diferente nos próximos anos em relação à exportação e considerando o aumento da mistura para 30%, prevista no Combustível do Futuro”.

Com isso, o diretor comercial da FS acredita que o mercado tenderia a reduzir o preço do etanol para algo próximo de 60% do valor da gasolina, visando fomentar o consumo. Ele ainda aponta um potencial elevado para o hidratado nas regiões Norte e Nordeste, que é um mercado a ser acessado e mais bem desenvolvido, apesar do grande desafio com a logística.

Mundialmente, Trucco cita dados da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). “Sairemos de 135 bilhões de litros de etanol consumidos atualmente para 154 bilhões de litros em 2030. Uma concentração elevada é vista nas Américas e, especialmente, no Brasil”, detalha.

Gabrielle Rumor Koster – NovaCana
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