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FS pretende captar mais de R$ 600 milhões com emissão de CRAs “verdes”

A quantidade ofertada poderá ser aumentada em até R$ 150 milhões no caso de excesso de demanda

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A FS pretende captar R$ 600 milhões a partir de Certificados Recebíveis do Agronegócio (CRA) por meio de duas séries com vencimento em 2029. Segundo a companhia, os títulos são considerados “verdes” por possuírem certificação da Climate Bonds Initiative (CBI), atendendo também aos requisitos da bolsa de valores B3 para a classificação.

O período de reserva começou na segunda-feira, 3, e deve seguir até o dia 19. A quantidade de CRA originalmente ofertada poderá subir em até 25% no caso de excesso de demanda – ou seja, em mais R$ 150 milhões. Para isso, a empresa pode fazer, total ou parcialmente, a emissão de um lote adicional.

A apresentação para potenciais investidores começou em 27 de março, com a divulgação do comunicado para o mercado e a reapresentação do prospecto preliminar realizados em 29 de março.

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Errata (11/04, às 7h10): A primeira opção citada para o pagamento da segunda série envolve o Título Público do Tesouro CDI e não o IPCA, como informado anteriormente. O texto abaixo foi modificado.

A FS pretende captar R$ 600 milhões a partir de Certificados Recebíveis do Agronegócio (CRA) por meio de duas séries com vencimento em 2029. Segundo a companhia, os títulos são considerados “verdes” por possuírem certificação da Climate Bonds Initiative (CBI), atendendo também aos requisitos da bolsa de valores B3 para a classificação.

O período de reserva começou na segunda-feira, 3, e deve seguir até o dia 19. A quantidade de CRA originalmente ofertada poderá subir em até 25% no caso de excesso de demanda – ou seja, em mais R$ 150 milhões. Para isso, a empresa pode fazer, total ou parcialmente, a emissão de um lote adicional.

De acordo com os documentos apresentados pela companhia, a remuneração da primeira série deve ser equivalente à taxa de depósitos interbancários (DI), acrescida de até 2,9% ao ano. Os valores serão pagos mensalmente, com a amortização do valor acontecendo apenas no vencimento dos papéis.

A remuneração da segunda série, por sua vez, envolve duas possibilidades, com a opção sendo pela maior delas. A primeira é a taxa interna de retorno do Título Público do Tesouro CDI, com vencimento em 15 de agosto de 2030, acrescido de até 2,9%; já a segunda opção corresponde ao IPCA acrescido de 8,9% ao ano. As formas de pagamento são as mesmas da primeira série.

A apresentação para potenciais investidores começou em 27 de março, com a divulgação do comunicado para o mercado e a reapresentação do prospecto preliminar realizados em 29 de março.

Já o bookbuilding (procedimento de coleta de intenções de investimento) deve começar em 20 de abril, determinando a fixação de preços. A alocação do CRA deve ocorrer em 26 de abril e a liquidação financeira em 27 de abril. As datas podem sofrer alterações.

Conforme os documentos apresentados pela companhia, serão emitidos até 600 mil CRAs em duas séries, sendo que a existência de cada série e a quantidade de certificados em cada uma serão definidas após o bookbuilding.

A emissão deve ser feita pela Eco Securitizadora de Direitos Creditórios do Agronegócio em conjunto com os bancos BTG Pactual, XP Investimentos, Santander, Itaú BBA e UBS BB.

Segundo os documentos, os recursos obtidos serão usados para atividades do agronegócio, como a industrialização rudimentar do milho in natura, além de atividades de aquisição e comercialização do grão

Gabrielle Rumor Koster – NovaCana

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