No mês de janeiro, as movimentações de etanol, principalmente do tipo hidratado, registraram um volume inferior às observadas em dezembro. As informações são do Grupo Esalq-Log.
De acordo com o relatório, a queda pode ser explicada principalmente pelos baixos volumes estocados, tanto em decorrência do período de entressafra quanto da elevada demanda pelo combustível verificada em 2015.
“Consequência dos baixos níveis de estoque, a oferta do produto foi limitada, pressionando os preços do etanol para cima. Diante de preços mais caros do etanol na bomba muitos consumidores acabaram por escolher os derivados fósseis ao invés do álcool”, aponta o estudo.
Neste contexto de baixas movimentações, segundo o grupo, a disponibilidade de caminhões foi suficiente para reduzir os valores de fretes de etanol para o mercado interno em janeiro. Grande parte das regiões apresentou fretes entre 2% e 7% menores que os praticados em dezembro.
Na região de Ribeirão Preto, como essa disponibilidade de veículos acaba sendo maior em razão da importância da dutovia para escoamento do combustível, a redução nos valores de fretes foi ainda mais intensa, chegando a 13% em alguns casos. Por outro lado, regiões que apresentaram movimentações mais intensas se depararam com valores de fretes mais altos em janeiro.

“Os fluxos voltados para o mercado externo também foram reduzidos em janeiro. Além dos baixos estoques, neste período a produção em países concorrentes reduz a demanda internacional pelo etanol brasileiro”, afirma. Para o próximo mês, o estudo espera uma continuidade neste cenário de baixos estoques e movimentações e, portanto, nos valores de fretes. Esse cenário deve se alterar apenas com o início da safra.
De maneira geral, os valores praticados de fretes de açúcar foram predominantemente inferiores em janeiro de 2016 quando comparados ao mês anterior. “Este comportamento é justificado por três principais pontos: as intensas chuvas que ocorreram principalmente na primeira quinzena do mês e dificultaram as movimentações do produto para exportação; a elevada utilização das ferrovias para o escoamento do produto, que intensificou a queda dos fretes nas regiões próximas a terminais de transbordo; e um line up muito abaixo do esperado no porto de Santos”, enumera.
O Grupo Esalq-Log também aponta que as regiões de Piracicaba, Araçatuba, São José do Rio Preto e Ribeirão Preto apresentaram comportamento semelhante nos fretes praticados com destino ao porto de Santos e, em todas elas, houve uma ligeira redução nos índices de fretes.

Além disso, também foi verificado que a maior parte das regiões produtoras observou ligeiras quedas (de até 3%) nos fretes para Santos e Paranaguá. Porém, algumas regiões que ainda contam com matéria-prima para produção de açúcar e, por isso, apresentam maior necessidade de escoamento, pagaram um frete até cerca de 5% mais elevado em janeiro que em dezembro.

“Espera-se, para o próximo mês, que ocorra um ajuste positivo nos fretes de açúcar com destino exportação, visto que a safra de soja já terá iniciado e a competição por veículos estará mais acirrada”, finaliza.
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