Os contratos futuros de milho negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) tiveram um comportamento misto nesta quinta-feira, 25, com um dólar forte aumentando as preocupações sobre a fraca demanda de exportação, disseram traders.
O dólar subiu pela quarta sessão consecutiva, indo para uma nova alta de dois meses, tornando as commodities dos EUA menos atraentes para os importadores.
Mas as preocupações com a possibilidade de uma seca desfavorável nas áreas de cultivo do Meio-Oeste limitaram as perdas do milho antes de um feriado de três dias nos EUA.
Assim, os mercados estavam se consolidando antes do fim de semana prolongado, disseram traders.
O contrato de milho mais ativo na CBOT, com vencimento em julho, subiu 3,5 centavos de dólar, indo a US$ 5,9075 por bushel, enquanto o milho para dezembro caiu 4 centavos, para US$ 5,16 por bushel.
“A previsão de seca deve continuar mantendo um bom piso nos primeiros meses da nova safra e a força do mercado à vista deve apoiar o contrato de julho da safra antiga”, disse o analista Tomm Pfitzenmaier, da Summit Commodity Brokerage, em Iowa.
Ainda de acordo com Pfitzenmaier, preocupações com o clima e problemas com as safras serão necessários para sustentar ralis significativos no milho.
“O clima frio e seco favorece o plantio de qualquer área remanescente de milho e soja”, disse o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) em um boletim meteorológico diário. “No entanto, a escassez de umidade do solo está se tornando mais aparente”.
O USDA relatou, separadamente, reduções semanais nas vendas líquidas de exportação de 75,2 mil toneladas de milho da safra antiga dos EUA na semana encerrada em 18 de maio, enquanto as vendas líquidas de milho da nova safra totalizaram apenas 52,1 mil toneladas, perto do limite inferior das expectativas dos analistas.
Por sua vez, na bolsa brasileira B3, o movimento também foi misto. Os futuros de milho para julho subiram 0,18%, para R$ 56,00 por saca de 60 quilos, enquanto o contrato para setembro teve queda de 0,17%, indo a R$ 58,80 por saca.
Tom Polansek
Com reportagem de Gus Trompiz e Naveen Thukral; com tradução e informações adicionais NovaCana