Localizada na província de Malange, a 450 quilômetros da capital, Luanda, a Biocom é uma joint venture entre a Odebrecht e as angolanas Damer, que também tem participação de 40%, e a estatal petroleira Sonangol, com 20%. A unidade, que recebeu investimentos de US$ 540 milhões, tem capacidade de processamento de 2,25 milhões de toneladas de matéria-prima por safra. O grupo tem 34 mil hectares de canaviais no país.
A usina deve fabricar 32 mil toneladas de açúcar em seu primeiro ano-safra, mas a expectativa é de que esse volume chegue a 256 mil toneladas até o ciclo 2018/19.
Além de açúcar, a usina poderá produzir anualmente 23 milhões de litros de etanol e 170 GW de energia por meio de cogeração até o ciclo 2018/19. A previsão inicial para este ano é uma produção de 3 milhões de litros de etanol e 105 GW de eletricidade.
- Toda usina foi 'importada' do Brasil. Só em equipamentos agrícolas brasileiros foram investidos US$ 100 milhões.
- Na primeira fase, a usina da Biocom/Odebrecht, terá 2.800 trabalhadores, com previsão de mais de 5.000 quando duplicar. Hoje, 94% são angolanos e 6%, brasileiros. O objetivo é que, no quinto ano, 98% da mão de obra seja de Angola
- O projeto foi desenhado para ser duplicado, em área e produção. Na primeira fase, a área agriculturável é de 36 mil hectares. Segundo o diretor-geral da Biocom, Carlos Mathias, a empresa deve conseguir do governo 70 mil hectares no total.
- Em Angola, não há venda de terras. Tudo pertence ao Estado, que faz concessões. O prazo máximo é de 65 anos, renováveis.

















Fotos: Divulgação Biocom e Marcelo Justo/Folhapress