Milho

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Forte demanda por milho dos EUA reduz estoques; preço tem máxima desde 2013


Reuters - Publicado: 12 Abr 2021 - 07:17

A oferta de milho dos EUA diminuirá mais do que o previsto anteriormente devido ao aumento na demanda dos segmentos de etanol, ração animal e exportação, disse o Departamento de Agricultura do país (USDA, na sigla em inglês) nesta sexta-feira.

O cenário para a demanda desencadeou um rali nos contratos futuros do milho negociados em Chicago, que atingiram o maior nível em quase oito anos, e ampliou o foco sobre a próxima safra norte-americana, que está sendo plantada neste momento, para reposição das ofertas.

Em seu relatório mensal de estimativas de oferta e demanda agrícola mundial, o USDA previu que o estoque doméstico de milho cairá para 1,352 bilhão de bushels em 1º de setembro, ante 1,919 bilhão de bushels em setembro de 2020.

No levantamento anterior, divulgado em março, o órgão projetou os estoques finais do cereal em 1,502 bilhão de bushels.

Alguns analistas esperavam uma redução ainda maior. “Acho que eles adotaram uma abordagem bastante moderada”, disse o analista-chefe de mercado da Northstar Commodity, Mark Schultz. “A demanda provavelmente é ainda maior do que o que estão reportando”.

Se confirmada a projeção, os estoques de milho atingirão o menor nível em sete anos antes da colheita da próxima safra.

Em média, analistas esperavam que o relatório mostrasse estoques de milho de 1,396 bilhão de bushels, de acordo com pesquisa realizada pela Reuters.

O USDA elevou sua estimativa para as exportações de milho dos EUA em 75 milhões de bushels, para 2,280 bilhões de bushels, o que representaria um salto de 35,6% em relação ao ano anterior.

O governo também aumentou sua projeção para o uso de milho na produção de etanol em 25 milhões de bushels, à medida que automóveis voltam a circular após uma flexibilização das restrições relacionadas à pandemia de covid-19.

O departamento ainda elevou em 50 milhões de bushels sua expectativa para o consumo de milho pelo setor de ração animal.

Mark Weinraub