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Fitch rebaixa nota da GVO e melhora pode vir com grande injeção de capital ou aquisição

Fitch-Ratings 280414GVO está em processo de discussão com os atuais e potenciais novos investidores e começará a negociar os termos e as condições das notas junto a seus respectivos detentores

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Os ratings de probabilidade de inadimplência da Virgolino de Oliveira S.A. Açúcar e Álcool (GVO) e da Virgolino de Oliveira Finance S.A. (Virgolino Finance), tanto em moeda estrangeira quanto local, caíram de ‘B-’ para ‘CC’, informou a agência.

Os ratings da GVO poderão piorar caso a empresa se torne inadimplente em relação ao cronograma de amortização/pagamento de juros e/ou pedir formalmente a recuperação judicial. Uma elevação da nota de crédito é “improvável” segundo a agência, “devido às dificuldades de a companhia honrar os pagamentos de suas obrigações”.

A Fitch disse também que o pedido de recuperação judicial feito neste ano pela Aralco “dificultou a obtenção das cartas de crédito de que a GVO necessita para garantir os créditos da Copersucar, companhia para a qual a GVO vende o seu açúcar e etanol”.

Os ratings de probabilidade de inadimplência da Virgolino de Oliveira S.A. Açúcar e Álcool (GVO) e da Virgolino de Oliveira Finance S.A. (Virgolino Finance), tanto em moeda estrangeira quanto local, caíram de ‘B-’ para ‘CC’, disse ontem a agência por meio de comunicado.

O rating nacional de longo prazo da GVO e da Virgolino Finance também foi reduzido de ‘BB+(bra)’ para ‘CC(bra)’, e de 'B-/RR4' para 'CC/RR4', respectivamente. A perspectiva negativa foi removida.

O rebaixamento da nota é uma resposta da Fitch Ratings ao anúncio da GVO, em 19 de outubro de 2014, de que a companhia contratou a assessoria financeira e jurídica da Moelis & Company e Santos Neto Advogados e Kirkland & Ellis LLP para melhorar sua fraca estrutura de capital.

Em comunicado, a GVO disse que está em processo de discussão com os atuais e potenciais novos investidores e que começará a negociar com os detentores de notas os termos e as condições das mesmas. “Estas negociações poderão levar à conversão da dívida em ações e/ou em baixa das atuais obrigações de dívida”, considera a agência.

A Fitch disse ainda que o pedido de recuperação judicial feito neste ano pela Aralco “dificultou a obtenção das cartas de crédito de que a GVO necessita para garantir os créditos da Copersucar, companhia para a qual a GVO vende o seu açúcar e etanol”.

Maior acionista da Copersucar, com 11% de participação na companhia, a GVO precisa dos créditos da cooperativa para financiar seu capital de giro.

“As difíceis perspectivas para a GVO, a curto prazo, refletem os baixos preços do açúcar e etanol e a severa seca na principal região produtora de cana-de-açúcar do Brasil, o que deverá impactar seus volumes de moagem no ano fiscal de 2015. Isso ocorreu apesar de a companhia ter rolado R$ 200 milhões de dívida junto a bancos locais em meados deste ano e da colocação de U$ 135 milhões em notas com garantias reais e vencimento em 2020”, analisou a agência.

Sensibilidades

Os ratings da GVO poderão piorar caso a empresa se torne inadimplente em relação ao cronograma de amortização/pagamento de juros e/ou pedir formalmente a recuperação judicial. Uma elevação da nota de crédito é “improvável” segundo a agência, “devido às dificuldades de a companhia honrar os pagamentos de suas obrigações”.

Contudo, uma grande injeção de capital ou a aquisição da GVO por um de seus pares poderia ser vista positivamente, afirmou a agência.

Nesta semana, fontes ligadas à empresa disseram que o grupo está atrasando o pagamento de fornecedores de cana-de-açúcar. A dívida da GVO é de U$ 1,8 bilhão.

Em busca de uma solução

No mesmo dia em que a agência de classificação de riscos rebaixou a nota de crédito da GVO, o presidente do Conselho de Administração da Copersucar, Luís Roberto Pogetti, disse em entrevista à Agência Estado que a empresa "vai conseguir encontrar solução para seus problemas" e que, para a cooperativa, "está tudo normal".

Nesta segunda-feira, 20, a sócia-proprietária da GVO, Carmen Ruete de Oliveira, confirmou que a sucroalcooleira iniciou o processo de renegociação com os detentores dos bonds da dívida da empresa, estimada em U$ 735 milhões pelo valor nominal dos papéis emitidos.

Segundo Carmen, a GVO irá "mudar a estrutura financeira e de capital da companhia junto com o bondholder", em comum acordo, em uma operação "feita exclusivamente no exterior", disse.

Leonardo Siqueira - NovaCana

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