Com fluxo de caixa 'mais previsível', Raízen mantem nota BBB e perspectiva estável. A agência, no entanto, foi mais enfática em relação aos riscos do setor sucroalcooleiroA agência de classificação de riscos Fitch atribuiu à Raízen Energia, braço sucroalcooleiro da joint venture formada entre os grupos Cosan e Shell, a nota "BBB" e manteve a perspectiva da empresa como estável.
Embora tenha mantido a mesma nota e perspectiva do último relatório, divulgado no ano passado, a agência foi agora mais enfática em relação aos riscos.
A agência de classificação de riscos Fitch atribuiu à Raízen Energia, braço sucrolacooleiro da joint venture formada entre os grupos Cosan e Shell, a nota "BBB" e manteve a perspectiva da empresa como estável. A análise também levou em conta os números da Raízen Combustíveis, que obteve os mesmos resultados.
"A classificação (BBB) da Raízen reflete a força de seu perfil de negócios numa análise combinada, com uma base de ativos diversificada, uma escala considerável em boa parte de seus mercados, e a relevante e crescente contribuição do segmento de combustíveis, que dá à companhia um fluxo de caixa mais previsível", disse à entidade em relatório publicado ontem.
Embora tenha mantido a mesma nota e perspectiva do último relatório, divulgado em 2 de julho de 2013, a agência foi agora mais enfática em relação aos riscos ao considerar as operações de açúcar e etanol da empresa como "voláteis". "(Elas) estão expostas à condições climáticas e outros desafios que a indústria de etanol enfrenta no Brasil. Atualmente, os preços do etanol estão fortemente relacionados ao preço regulado da gasolina e às políticas de governo".
Os riscos do braço sucroalcooleiro foram mitigados parcialmente graças à "sólida estrutura de capital" da empresa, que conta com o apoio "implícito de seus acionistas, em particular, a Shell".
O relatório citou ainda o forte histórico de liquidez da organização, bem como sua consistente geração operacional de caixa. "Olhando em frente, o fluxo de caixa livre deverá ser negativo por causa dos grandes investimentos (Capex) feitos no setor de açúcar e etanol", projetou a agência.
Se houver qualquer evidência de que a Shell tem uma importância menor no negócio, as notas da Raízen poderão sofrer uma pressão. Contudo, uma projeção de crescimento maior na geração de fluxo de caixa em distribuição de combustíveis "poderia mitigar a volatilidade do açúcar e etanol e levar (a empresa) a uma ação de classificação positiva", concluiu o relatório.
Mais detalhes sobre os destaques aqui.
Leonardo Siqueira – NovaCana
Embora tenha mantido a mesma nota e perspectiva do último relatório, divulgado no ano passado, a agência foi agora mais enfática em relação aos riscos.
A agência de classificação de riscos Fitch atribuiu à Raízen Energia, braço sucrolacooleiro da joint venture formada entre os grupos Cosan e Shell, a nota "BBB" e manteve a perspectiva da empresa como estável. A análise também levou em conta os números da Raízen Combustíveis, que obteve os mesmos resultados.
"A classificação (BBB) da Raízen reflete a força de seu perfil de negócios numa análise combinada, com uma base de ativos diversificada, uma escala considerável em boa parte de seus mercados, e a relevante e crescente contribuição do segmento de combustíveis, que dá à companhia um fluxo de caixa mais previsível", disse à entidade em relatório publicado ontem.
Embora tenha mantido a mesma nota e perspectiva do último relatório, divulgado em 2 de julho de 2013, a agência foi agora mais enfática em relação aos riscos ao considerar as operações de açúcar e etanol da empresa como "voláteis". "(Elas) estão expostas à condições climáticas e outros desafios que a indústria de etanol enfrenta no Brasil. Atualmente, os preços do etanol estão fortemente relacionados ao preço regulado da gasolina e às políticas de governo".
Os riscos do braço sucroalcooleiro foram mitigados parcialmente graças à "sólida estrutura de capital" da empresa, que conta com o apoio "implícito de seus acionistas, em particular, a Shell".
O relatório citou ainda o forte histórico de liquidez da organização, bem como sua consistente geração operacional de caixa. "Olhando em frente, o fluxo de caixa livre deverá ser negativo por causa dos grandes investimentos (Capex) feitos no setor de açúcar e etanol", projetou a agência.
Se houver qualquer evidência de que a Shell tem uma importância menor no negócio, as notas da Raízen poderão sofrer uma pressão. Contudo, uma projeção de crescimento maior na geração de fluxo de caixa em distribuição de combustíveis "poderia mitigar a volatilidade do açúcar e etanol e levar (a empresa) a uma ação de classificação positiva", concluiu o relatório.
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Leonardo Siqueira – NovaCana