Repetindo uma perspectiva “neutra” – conferida para o setor de açúcar e etanol da América Latina desde 2022 –, a Fitch Ratings destaca quatro fatores que devem influenciar as empresas ao longo do ano. De acordo com relatório da agência de classificação de risco, as flutuações do preço do petróleo, as condições climáticas oscilantes, a expansão do etanol de milho e o superávit global de açúcar previsto são os pontos de atenção para as sucroenergéticas em 2026.
Enquanto os preços do açúcar devem subir ligeiramente, para 18 centavos de dólar por libra-peso, ante 17,5 centavos de dólar em 2025, os valores do etanol devem seguir “resilientes”, ainda que ligeiramente mais baixos em comparação com o ano passado. A análise, assinada pelos diretores Juana Lievano e Flavio Fujihira, considera que haverá aumento na capacidade nacional de fabricação do biocombustível ao longo do ano.
“As condições atuais do mercado são relativamente favoráveis para os produtores de etanol, com os preços do hidratado brasileiro em torno de R$ 2,82/L (em 14 de novembro), o que apoia o desvio da cana quando a paridade é atrativa”, aponta o relatório.
Assim, a Fitch acredita que os preços podem cair ao longo do ano, com a ampliação do potencial produtivo por parte das usinas de etanol de milho. Além disso, as plantas que atuam com cana-de-açúcar devem direcionar mais matéria-prima para o biocombustível a fim de compensar os preços fracos do açúcar.
A análise da agência de classificação de risco está disponível na reportagem completa (acesso exclusivo para assinantes NovaCana).
EXCLUSIVO PARA ASSINANTES
VEJA COMO É FÁCIL E RÁPIDO ASSINAR