A relação entre o preço do etanol e o da gasolina diminuiu entre maio e junho, passando de 63,58% para 61,86%, de acordo com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). Trata-se do menor resultado apurado em 2015 e também o mais baixo desde abril de 2010, quando foi de 59,37%.
Em janeiro deste ano, essa equivalência era de 66,08%. "A safra de cana-de-açúcar está ajudando a manter os preços em baixa", disse André Chagas, coordenador do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) - que apura a inflação na capital paulista.
O IPC teve alta de 0,47% em junho, em relação à elevação de 0,62% em maio. No IPC do mês passado, o álcool combustível teve variação negativa de 2,28%, depois de recuar 1,34%. Já a gasolina caiu 0,18%, na comparação com uma queda mais significativa anteriormente, de 0,73%.
Segundo Chagas, a aceleração na velocidade de baixa do etanol foi um dos fatores que ajudaram a limitar a alta do grupo Transportes, que foi de 0,04% (ante 0,30%). Para especialistas, o uso do etanol deixa de ser vantajoso em relação à gasolina quando o preço do derivado da cana-de-açúcar representa mais de 70% do valor da gasolina. A vantagem é calculada considerando que o poder calorífico do etanol é de 70% do poder da gasolina. Com a relação entre 70% e 70,5%, é considerada indiferente a utilização de gasolina ou etanol no tanque.