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Fim da dependência de combustível fóssil é imperativa, diz Marina Silva

Ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima discursou durante reunião de alto nível da COP28


Agência Estado - Publicado: 11 Dez 2023 - 09:02

A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, afirmou neste sábado, 9, que é “imperativo” eliminar a dependência dos combustíveis fósseis, mas ponderou que os países ricos precisam liderar o processo.

Marina Silva discursou durante reunião ministerial de alto nível na 28ª Conferência das Nações Unidas para Mudanças Climáticas (COP28), em Dubai. Em sua fala, a ministra disse ainda que o mundo precisa agir com “sentido de urgência” diante do aquecimento global.

Na última semana, o Brasil foi questionado devido a sua postura na COP28, que tem sido vista como dúbia por ambientalistas. Ao mesmo tempo em que tenta retomar protagonismo na agenda ambiental global, o país anunciou, durante a COP28, que integraria a Opep+, grupo da Organização dos Países Produtores de Petróleo.

“É imperativo eliminar o mais rápido possível a dependência de nossas economias dos combustíveis fósseis”, disse a ministra. Segundo Marina Silva, é preciso que os países aumentem o ritmo do desenvolvimento de energias renováveis e que os produtores e consumidores de petróleo tirem o pé do acelerador das energias fósseis. “O esforço é de todos, mas os países desenvolvidos devem liderar esse processo de implementação”, destacou.

Essa tem sido a linha do Brasil nas negociações da COP28. O país não pretende bloquear linguagens ousadas sobre o fim do uso de combustíveis fósseis caso elas apareçam, mas, neste momento, a posição é que, caso haja um objetivo comum de redução do uso desses recursos, esse processo comece pelos países ricos. “Nenhum país estará seguro sozinho e é preciso agir com sentido de urgência”, disse.

A ministra defendeu que haja, na Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima (UNFCCC), uma instância específica para discussão sobre combustíveis fósseis e a transição energética.

Silva disse que é preciso que todas as nações se esforcem para garantir a manutenção da temperatura do planeta abaixo de 1,5 °C em relação aos níveis pré-industriais. “Todos teremos que fazer concessões, mas essas concessões não podem comprometer o compromisso de 1,5 °C”, defendeu.

Paula Ferreira
Repórter viajou a convite do Instituto Clima e Sociedade