Há muitos fatores que levaram à alta nas atuais projeções de excedente de açúcar para as temporadas globais 2017/18 e 2018/19. Embora um dos principais elementos seja a safra recorde na Índia e na Tailândia, o mercado conta com diversas outras variáveis. Uma delas é o fim das restrições da Organização Mundial do Comércio (OMC) à fabricação da commodity na União Europeia, que possibilitou um crescimento no cultivo de beterraba e um aumento nas projeções para o continente.
Um relatório apontou que a produção pós-cotas já é recorde, totalizando 22,8 milhões de toneladas de açúcar no período 2017/18. Desse montante, 21,1 milhões de toneladas serão destinadas ao mercado de açúcar e 1,7 milhões de toneladas serão encaminhadas para o uso industrial.
Para a safra internacional 2018/19 – que começa em outubro –, a projeção é de que a área cultivada de beterraba não cresça. Entretanto, a produtividade recorde deve tornar a Europa a terceira maior região exportadora de açúcar do mundo.
A nova fase da produção açucareira terá grandes implicações para o comércio da commodity dentro do bloco. As perspectivas estão apresentadas no resumo a seguir.
E mais:
- Ranking dos cinco principais países produtores de beterraba para fabricação de açúcar: volume, rendimento agrícola e teor de açúcar na matéria-prima
- Produção de açúcar na Europa: beterraba x cana-de-açúcar
- Importação europeia de açúcar: bruto x refinado
- Medidas protecionistas e acordos comerciais
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