Em outubro, as exportações de açúcar brasileiro desaceleraram, mesmo assim, o volume acumulado de adoçante despachado e seu preço médio seguem em alta na comparação anual.
No mês, 2,88 milhões de toneladas foram destinadas a outros países, queda de 9,8% em relação às 3,19 milhões de toneladas enviadas em setembro. Em relação a outubro do ano passado, por sua vez, houve uma retração de 9%.
Os dados detalhados de exportações foram publicados nesta quarta-feira, 8, no site do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).
De acordo com a pasta, o preço médio do açúcar despachado no período foi de US$ 521,92 por tonelada, alta de 2,6% ante o mês anterior e de 26,9% na comparação anual. Com isso, a receita foi de US$ 1,5 bilhão, incremento de 15,4% no comparativo com outubro de 2022, mas queda de 7,5% frente a setembro.
Considerando cada tipo de produto, as exportações de açúcar de bruto somaram 2,38 milhões de toneladas, queda de 15,5% no ano. Com um preço médio de US$ 513,07/t (+28,1%), a arrecadação mensal chegou a US$ 1,22 bilhão (-11%).
Já o adoçante branco movimentou 500 mil toneladas no período (+42,5%), negociadas a um preço médio de US$ 563,98/t (+13,5%). Com isso, a receita mensal foi de US$ 281,91 milhões (+61,7%).
De janeiro a outubro, 23,86 milhões de toneladas de açúcar foram enviadas a outros países, alta de 9,9% em relação ao mesmo intervalo de 2022. Do total, 20,58 milhões de toneladas são do produto bruto (+6,8%) e 3,27 milhões de toneladas do refinado (+34,5%).
Além disso, considerando um preço médio de US$ 491,5/t (+23,1%), as sucroenergéticas brasileiras registraram uma receita acumulada de US$ 11,73 bilhões (+35,3%).
No período, os principais destinos do açúcar brasileiro foram: China (2,55 milhões de toneladas); Índia (1,67 milhão de toneladas); Argélia (1,61 milhão de toneladas); Arábia Saudita (1,41 milhão de toneladas); e Marrocos (1,35 milhão de toneladas).


Giully Regina – NovaCana
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