Em meio a uma demanda fraca por etanol no mercado doméstico e a uma taxa cambial que favorece as exportações, o volume de açúcar vendido pelas usinas brasileiras no mercado internacional tem aumentado.
Em junho, o país exportou 3 milhões de toneladas do adoçante – 2,7 milhões de açúcar bruto e 294 mil do refinado. Este é o maior valor desde 2017, quando foram vendidas 3,1 milhões de toneladas.
Em comparação com junho de 2019, quando o mercado internacional de açúcar estava desaquecido, o atual volume representa um crescimento de 94,8%.
No acumulado de janeiro a julho, por sua vez, as exportações de açúcar somam 11,46 milhões de toneladas, o que representa uma alta anual de 52,7%. Novamente, trata-se do maior resultado desde 2017, quando as vendas no mesmo período somaram 12,78 milhões de toneladas.
Ainda que o câmbio esteja favorecendo as exportações, o valor do açúcar brasileiro em dólares tem caído nos últimos meses. Em junho, a tonelada de açúcar foi comercializada, em média, a US$ 270,51. O valor está 9,7% abaixo dos US$ 299,67 registrados em abril, o maior preço médio deste ano.
Apesar disso, o grande volume comercializado garantiu uma receita total de US$ 810,80 milhões. Este é o maior montante desde outubro de 2017, quando os rendimentos ultrapassaram a marca de US$ 1 bilhão.


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