Milho

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Exportação de milho do Brasil deve ganhar ritmo com colheita, diz Pátria AgroNegócios


Reuters - Publicado: 20 Jun 2022 - 08:31

A colheita da segunda safra de milho do Brasil na temporada 2021/22 atingiu 14,72% da área cultivada até esta sexta-feira, 17, quase o dobro o índice histórico médio para o período, antecipação esta que deve favorecer as exportações do país, avaliou a Pátria AgroNegócios.

Segundo levantamento da consultoria, a colheita está bem avançada ante a média de 8,33% para esta época do ano e em ritmo muito à frente do visto no ano passado (2,82%), quando os trabalhos atrasaram nos principais produtores.

A maioria dos estados já está colhendo milho, com o Mato Grosso liderando os trabalhos, com mais de um quarto da área já colhida, disse a Pátria. Paraná e Minas Gerais têm cerca de 3% da área já colhida.

Para o diretor da Pátria, Matheus Pereira, as exportações tendem a ganhar ritmo, à medida que a oferta está mais abundante, enquanto maiores volumes vão ficando disponíveis. O Brasil deverá colher uma safra recorde em 2021/22.

“A exportação está sendo mais competitiva e eficiente no atual momento. A colheita acelerada está reabrindo a janela de embarques com mais velocidade também! Ainda não estamos no ritmo de vendas de milho para exportação como tivemos no recorde de 2019, porém atualmente seguimos na segunda melhor campanha de abertura das exportações do milho brasileiro”, disse Pereira.

Os embarques de milho do Brasil ficam mais fortes no segundo semestre.

Segundo o analista, caso tradings continuem com esta maior eficiência, “deveremos acelerar os embarques e vendas, podendo ter a capacidade de alcançarmos o recorde exportado de 2019, que foi logo acima das 41 milhões de toneladas”.

O Brasil pode voltar a figurar como o segundo exportador global de milho em 2022, contando com uma grande safra e forte demanda de países que antes dependiam da Ucrânia para suprimento.

A safra total de milho do Brasil 2021/22 está estimada em recorde de 115,2 milhões de toneladas, de acordo com levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Roberto Samora