Em março, período final da entressafra de cana, as exportações de açúcar brasileiro continuaram em alta. No mês, o volume de adoçante enviado a outros países chegou a 2,72 milhões de toneladas, alta de 48,8% em relação ao mesmo período de 2023. Na comparação mensal, por outro lado, houve uma queda de 9,7%.
Os dados detalhados de exportações foram publicados na última quinta-feira, 4, pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).
Com um preço médio de US$ 536,27 por tonelada, alta anual de 19,1%, a receita mensal chegou a US$ 1,48 bilhão, 77,3% superior ante março do ano anterior, quando foram contabilizados US$ 832,71 milhões. Em relação a fevereiro, o valor médio teve um acréscimo de 3,1%, enquanto a receita caiu 7,2%.
Os principais destinos do açúcar brasileiro no mês foram: Indonésia (366,58 mil t); Índia (344,99 mil t); Emirados Árabes Unidos (299,46 mil t); Bangladesh (199,18 mil t); e Marrocos (195,21 mil t).
Considerando o tipo do produto, o Brasil despachou 2,23 milhões de toneladas de açúcar bruto, alta de 38,5% ante as 1,61 milhão de toneladas vistas em março de 2023. Na comparação mensal, por sua vez, houve uma retração de 13,5%.
O preço médio registrou uma alta de 2,8% ante fevereiro, para US$ 529,25; o valor ainda representa um acréscimo de 19% na comparação anual. Desta forma, a arrecadação mensal com açúcar bruto chegou a US$ 1,18 bilhão, um aumento de 64,8% em relação aos US$ 715,40 milhões vistos em março de 2023.
As 489 mil toneladas restantes foram do adoçante refinado, alta de 125,8% em relação ao mesmo período do ano anterior. Na comparação com fevereiro, o acréscimo foi de 12,3%. Negociado por uma média de US$ 608,01/t, o produto somou uma receita de US$ 297,15 milhões – elevação anual de 153,3%.
No primeiro trimestre no ano, a receita acumulada com as vendas internacionais de açúcar alcançou US$ 4,77 bilhões, mais que o dobro do volume visto no mesmo recorte de tempo de 2023. Entre janeiro e março, o volume do adoçante exportado totalizou 8,89 milhões de toneladas (+78,1%), que foram negociadas a um preço médio de US$ 536,27/t (+19%).


Giully Regina – NovaCana
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