Enquanto as exportações de açúcar batem recordes, as vendas de etanol para fora do país dão sinais de desaceleração. Em novembro, as usinas brasileiras comercializaram 259,35 milhões de litros do biocombustível – embora o volume represente alta de 147,1% ante o mesmo mês de 2021, houve uma retração de 25,1% na comparação com os 346,34 milhões de litros registrados em outubro.
Por sua vez, no acumulado de janeiro a novembro, as exportações de etanol chegaram a 725,36 milhões de litros, 34,6% a mais do que no mesmo período do ano passado.
Os dados detalhados deste mercado foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério da Economia, nesta segunda-feira, 5.
De acordo com os números, o preço médio do etanol exportado em novembro foi de US$ 657,06 por metro cúbico, 0,4% acima do valor de um ano antes, mas 10,2% abaixo dos US$ 731,98/m³ de outubro.
Com a queda mensal no preço e no volume, a receita diminuiu 32,8% ante outubro, para US$ 170,41 milhões. Já em comparação com novembro de 2021, a arrecadação subiu 148,2%.
No mês, os cinco países que mais compraram etanol brasileiro foram: Estados Unidos (105,93 mi L), Países Baixos (66,62 mi L), Coreia do Sul (45,79 mi L), Nigéria (20,06 mi L) e Japão (7,81 mi L).
No acumulado de 2022, por sua vez, a receita com as vendas de etanol é de US$ 1,54 bilhão, o que representa uma elevação de 64,7% na comparação anual. No período, o biocombustível foi comercializado a um preço médio de US$ 725,36/m³, alta de 34,6%.
Os principais destinos do biocombustível no período foram: Coreia do Sul (668,5 mi L), Países Baixos (547,43 mi L), Estados Unidos (454,37 mi L), Reino Unido (102,85 mi L) e Japão (82,1 mi L).


Renata Bossle – NovaCana
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