A exportação de etanol brasileiro registrou um leve aumento em 2023, enquanto a arrecadação do setor com o biocombustível, por outro lado, ficou abaixo do montante visto em 2022.
No ano, foram despachados 2,49 bilhões de litros do renovável, alta de 3,7% em relação aos 2,4 bilhões de litros exportados no período anterior. Em comparação com 2021, por sua vez, o acréscimo chegou a 29,3%.
Apesar do aumento no volume, o preço médio caiu 9,2% no ano, para US$ 574,01 por metro cúbico. Assim, a receita total ficou 7,7% abaixo da vista em 2022, totalizando US$ 1,61 bilhão.
Os dados detalhados de exportações foram atualizados nesta segunda-feira, 8, pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).
Os principais destinos do etanol brasileiro em 2023 foram: Coreia do Sul (817,18 milhões de litros); Países Baixos (578,32 mi L); Estados Unidos (366,55 mi L); Filipinas (142,68 mi L); e Nigéria (96,06 mi L).
No mês, o Brasil exportou 305,45 milhões de litros do biocombustível, alta de 60,9% ante os 189,84 milhões de litros enviados em novembro. Na comparação anual, por sua vez, houve queda de 1,8%.
O preço médio apresentou uma leve retração mensal de 0,2%, para US$ 575,52/m³. A baixa chega a 19% em relação aos US$ 710,24/m³ vistos em dezembro de 2022.
Desta forma, o faturamento no mês foi de US$ 175,79 milhões, aumento de 60,6% ante os US$ 109,46 milhões registrados em novembro, mas queda de 20,4% na comparação com o mesmo período do ano anterior.
Devido a ajustes durante a safra e outras questões logísticas, o Brasil também precisa comprar etanol – mesmo sendo um grande exportador do biocombustível. Em geral, as regiões Norte e Nordeste são os principais consumidores do renovável de outros países.
Porém, esse mercado mudou com o retorno da taxação sobre as importações. Desde fevereiro, os volumes vindos do exterior são tributados em 18%, o que diminui sua competitividade.
Dessa forma, em 2023 o Brasil adquiriu uma das menores quantidades de biocombustível dos últimos 13 anos, com 58,06 milhões de litros. Isso representa uma retração de 81,1% em relação com os 307,42 milhões de litros importados em 2022. Além disso, esta é a sexta queda consecutiva no volume de etanol negociado.
No período, os principais fornecedores foram: Paraguai (57,46 milhões de litros); Estados Unidos (468,59 mil litros); Alemanha (99,16 mil litros); Argentina (22,18 mil litros); e França (4,93 mil litros).


Giully Regina – NovaCana
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