Apesar de uma tendência de recuperação mensal, as exportações brasileiras de etanol continuam abaixo do desempenho visto há um ano.
Em outubro, as usinas enviaram 217,02 milhões de litros do biocombustível ao exterior, queda de 5,2% em relação aos 228,96 milhões de litros vistos no ano anterior. Na comparação com setembro, em contrapartida, houve um aumento de 36,1%.
Os dados detalhados de exportações foram divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) na última quinta-feira, 7.
Negociado em média a US$ 574,82 por metro cúbico, o etanol teve uma retração anual de 4% no preço – em outubro de 2023, o biocombustível foi comercializado a US$ 599,03/m³. Já em relação ao mês anterior, houve uma alta de 0,9%.
Assim, a arrecadação mensal totalizou US$ 124,75 milhões, 9% abaixo dos US$ 137,15 milhões vistos no mesmo período de 2023.
Em outubro, os principais países a receberem o biocombustível brasileiro foram: Coreia do Sul (124,4 mil litros); Estados Unidos (28,3 mil L); Gana (14,6 mil L); Países Baixos (12,41 mil L); e Nigéria (10,74 mil L).
No acumulado do ano, 1,66 bilhão de litros de etanol foram comercializados, queda anual de 16,7%. Da mesma forma, o biocombustível registrou uma baixa de 14,5% no preço médio, para US$ 565,89/m³, resultando em uma retração de 28,8% na receita gerada no período, para US$ 940,74 milhões.


Giully Regina – NovaCana
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