Depois de alguns meses em alta, as exportações brasileiras de etanol registraram uma queda no volume. Em julho, as usinas enviaram 145,9 milhões de litros do biocombustível a outros países, retração de 51% em comparação com o mesmo mês de 2023, quando foram despachados 298,06 milhões de litros. Em relação a junho, por outro lado, houve um aumento de 93,3%.
Os dados detalhados de exportações foram divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) na última quarta-feira, 7.
Negociado, em média, a US$ 555,63 por metro cúbico, o etanol exportado teve uma retração anual de 14,3% no preço – em julho de 2023, o biocombustível estava custando US$ 648,09/m³. Já em relação a junho, ocorreu uma queda de 6%.
Assim, a arrecadação mensal totalizou US$ 81,07 milhões, diminuição de 58% ante os US$ 193,17 milhões vistos no mesmo período do ano anterior.
Em julho, os principais países a receberem o biocombustível brasileiro foram: Países Baixos (46,33 mil litros); Estados Unidos (42,16 mil L); Coreia do Sul (27,84 mil L); Nigéria (17,87 mil L); e Gana (4,37 mil L).
No acumulado do ano, 1,14 bilhão de litros de etanol foram comercializados, queda anual de 6,9%. Da mesma forma, o biocombustível registrou uma baixa de 19,5% no preço médio, para US$ 559,77/m³, resultando em uma retração de 25% na receita gerada no período, para US$ 852,78 milhões.


Giully Regina – NovaCana
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