As exportações brasileiras de etanol registraram mais uma retração. Em junho, as usinas comercializaram 72,55 milhões de litros, uma diminuição de 20,5% em relação aos 91,28 milhões de litros vistos em maio. Já em comparação com o mesmo período do ano passado, a retração chega a 64,9%.
Os dados foram divulgados na última sexta-feira, 7, pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério da Fazenda.
Apesar do preço médio ter passado por uma elevação mensal de 3,3%, para US$ 671,14 por metro cúbico, o valor representa uma queda anual de 13,3%. Em junho de 2022, o biocombustível foi negociado a uma média de R$ 773,94/m³.
Por conta do menor volume, a receita obtida com o produto caiu 17,9% em relação ao mês anterior, de US$ 59,31 milhões para US$ 48,69 milhões. Já na comparação anual, a queda chegou a 69,6%.
Os principais destinos do biocombustível brasileiro no mês foram: Estados Unidos (43,62 milhões de litros); Japão (10,74 milhões de litros); Países Baixos (10,16 milhão de litros); Colômbia (2,09 milhões de litros) e Angola (1,88 milhão de litros).
No acumulado do primeiro semestre de 2023, as exportações de etanol somam 933,68 milhões de litros, alta anual de 25,3%. Entretanto, o preço médio do período está 4,4% abaixo do visto no mesmo período de 2022, com US$ 697,79/m³. Assim, a receita total subiu 19,9%, para US$ 651,51 milhões.
De janeiro a junho, os países que mais receberam etanol nacional foram: Coreia do Sul (358,9 milhões de litros), Países Baixos (222,35 milhões de litros), Estados Unidos (134,99 milhões de litros), Gana (27,14 milhões de litros) e Filipinas (24,2 milhões de litros).


Giully Regina – NovaCana
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