O açúcar brasileiro exportado em 2023 registrou recordes de volume e receita. No ano, foram enviadas 31,38 milhões de toneladas do adoçante para outros países, um aumento anual de 15,1% – em 2022, as usinas despacharam 27,25 milhões de toneladas.
O montante ainda supera em 2,4% as 30,63 milhões de toneladas exportadas em 2020. Até então, este era o maior volume da série histórica iniciada em 1997.
A receita acumulada, por sua vez, também chegou a um novo patamar, com US$ 15,75 bilhões, acréscimo de 43% em relação aos US$ 11,01 bilhões vistos no ano anterior.
A diferença se justifica pelo aumento de 24,2% no preço médio do produto, que saiu de US$ 404,03 por tonelada em 2022 para US$ 501,86/t no ano passado.
Além disso, o faturamento também foi o maior já visto na série histórica, ultrapassando em 5,4% o valor registrado em 2011, de US$ 14,94 bilhões.
Os dados detalhados de exportações foram publicados nesta segunda-feira, 8, pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).
Do total exportado, 27,04 milhões de toneladas foram de açúcar bruto, alta anual de 12,1%. Com um preço médio de US$ 491,97/t (+19,7%), a receita obtida com o produto chegou a US$ 13,3 bilhões (+39,6%).
Já o refinado totalizou 4,34 milhões de toneladas despachadas, aumento de 38,4% ante 2022. Neste caso, o preço médio ficou em US$ 563,55/t (+16,2%), gerando uma receita de US$ 2,44 bilhões (+65,1%).
Em 2023, os principais destinos do açúcar brasileiro foram: China (3,79 milhões de toneladas); Índia (2,41 mi t); Argélia (1,92 mi toneladas); Arábia Saudita (1,67 mi t); e Marrocos (1,67 mi t).
Em dezembro, as exportações de açúcar subiram 4,8% em relação a novembro, totalizando 3,85 milhões de toneladas. Já em comparação com as 2,02 milhões de toneladas enviadas no mesmo mês do ano passado, o acréscimo foi de 74,9%.
No período, o preço médio do adoçante ficou em US$ 528,8/t, alta de 0,2% ante o mês anterior. O aumento foi de 22,2% frente aos US$ 432,63/t vistos em dezembro de 2022.
Do total exportado, 3,32 milhões de toneladas eram de açúcar bruto, alta mensal de 6,2%. Com um preço médio de US$ 520,54/t (+0,5%), o produto alcançou uma receita de US$ 1,73 bilhão, alta de 6,7% na comparação com novembro. Já em relação a dezembro de 2022, houve um aumento de 77,6% no volume, de 24,2% no preço médio e de 120,6% na receita.
As 526 mil toneladas restantes, por sua vez, foram de açúcar refinado, que foi vendido a US$ 581,04/t no mês, somando um faturamento de US$ 305,51 milhões em dezembro. Assim, o crescimento anual foi de 59,3% no volume, de 14% no preço médio e de 81,6% na receita.
No período, os principais destinos do açúcar brasileiro foram: China (641,03 mil toneladas); Índia (514,68 mil t); Malásia (293,74 mil t); Egito (204 mil t); e Marrocos (198,02 mil t).


Giully Regina – NovaCana
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