O volume de açúcar brasileiro exportado na safra 2024/25 continua superando o de anos anteriores. Em setembro, 3,95 milhões de toneladas foram destinadas a outros países, alta de 24% em relação ao mesmo período de 2023. Na comparação mensal, o aumento foi de 0,9%.
Os dados detalhados de exportações foram divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) na última terça-feira, 8.
O preço médio, por outro lado, passou por uma retração anual de 9,7%, para US$ 459,73 por tonelada. Ainda assim, a arrecadação totalizou US$ 1,82 bilhão, alta de 12% no mesmo comparativo. Em relação a agosto, o preço teve alta de 0,7%, enquanto a receita cresceu 1,5%.
No mês, os principais destinos do açúcar brasileiro foram: Indonésia (458,32 mil t); China (448,08 mil t); Argélia (340,48 mil t); Egito (311,98 mil t); e Marrocos (212,61 mil t).
No acumulado do ano, a receita com as vendas internacionais de açúcar alcançou US$ 13,92 bilhões, alta anual de 36%. Entre janeiro e setembro, o volume do adoçante exportado totalizou 28,39 milhões de toneladas (+35,3%), que foram negociadas a um preço médio de US$ 490,25/t (+0,5%).
Considerando o tipo do produto, o Brasil exportou 3,47 milhões de toneladas de açúcar bruto em setembro, acréscimo de 25,9% ante as 2,75 milhões de toneladas despachadas no mesmo mês de 2023. Na comparação com agosto, por sua vez, houve uma queda de 0,5%.
O preço médio, que alcançou os US$ 452,88/t, representou uma baixa de 9% na comparação anual, mas aumento de 0,8% em relação ao mês anterior. Assim, a arrecadação com açúcar bruto chegou a US$ 1,57 bilhão em setembro, um aumento de 14,6% em relação aos US$ 1,37 bilhão vistos no mesmo período do ano passado.
As 484 mil toneladas restantes foram de açúcar refinado, alta de 11,6% no ano e de 11,5% no mês. Negociado a uma média de US$ 508,84/t, queda anual de 12,6%, o produto somou uma receita de US$ 246,53 milhões (-2,4%).


Giully Regina – NovaCana
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