Ao longo de 2025, as usinas brasileiras exportaram 33,77 milhões de toneladas de açúcar, uma queda de 11,7% ante as 38,24 milhões de toneladas referentes a um ano antes. Ainda assim, este foi o segundo maior volume da série histórica, iniciada em 1989.
Além da retração no volume, também houve uma queda de 14,1% no preço médio, para US$ 417,74 por tonelada. Com isso, o montante financeiro também caiu ano a ano, de US$ 18,6 bilhões para US$ 14,11 bilhões (-24,2%).
Os dados detalhados de exportações foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), no dia 6 de janeiro.
Conforme a secretaria, do volume total despachado em 2025, 29,47 milhões de toneladas foram de açúcar bruto, com um preço médio de US$ 410,06/t e totalizando uma receita de US$ 12,08 bilhões. Os outros 4,31 bilhões de toneladas foram do produto refinado, negociado a US$ 470,29/t e somando ganhos de US$ 2,2 bilhões.
No acumulado de janeiro a dezembro, os principais destinos foram: China (4,74 mi t), Índia (2,63 mi t) e Argélia (2,12 mi t). Em 2024, Indonésia, Índia e China tinham sido os principais recebedores do produto brasileiro.
Além disso, os Estados Unidos – que impuseram uma taxação de 50% para produtos brasileiros em 2025 – receberam 424,51 mil de toneladas do produto ao longo do ano, queda de 61,9% no comparativo com 2024.
No final do ano, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, disse acreditar que o Brasil terá boas notícias sobre revogação de tarifas impostas contra o país pelo governo americano. Por ora, tanto o mercado de açúcar orgânico, quanto o do adoçante das usinas nordestinas, que possuem uma cota específica para despacho ao país norte-americano, vêm sofrendo as consequências da taxação.


A tendência de queda mensal nas exportações brasileiras seguiu em dezembro. Se um mês antes foram despachadas 3,3 milhões de toneladas da commodity, no último mês do ano, foram enviadas 2,91 milhões de toneladas (-11,7%). Já na comparação anual, houve um breve aumento de 2,9%.
O preço médio, por sua vez, foi de US$ 374,55/t em dezembro contra US$ 375,07/t em novembro (-0,1%) e US$ 477,86/t no mesmo período de 2024 (-21,6%). O montante financeiro, por sua vez, teve uma retração mensal de 11,9% e anual de 19,4%, indo a R$ 1,09 bilhão.
No mês, a China foi o principal país a receber o produto brasileiro, com 385,33 mil toneladas. Ela foi seguida pela Arábia Saudita, com 324,27 mil toneladas.
Gabrielle Rumor Koster – NovaCana
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