O ano ainda não terminou, mas o volume de açúcar brasileiro exportado já configura um novo recorde, de acordo com a Secretaria de Comércio Exterior (Secex). Para a entidade, a restrição do mercado indiano elevou a demanda do produto vindo do Brasil.
No acumulado de janeiro a outubro de 2024, 32,04 milhões de toneladas do adoçante foram despachadas, alta anual de 34,3%. O volume também é 2,4% superior ao visto em todo o ano de 2023, que registrou 31,28 milhões de toneladas.
Os dados detalhados de exportações foram divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) na última quinta-feira, 7.
O montante atual foi negociado a um preço médio de US$ 488,12 por tonelada, acréscimo anual de 22,3%. Assim, entre janeiro e outubro, a receita com as vendas internacionais de açúcar alcançou US$ 15,64 bilhões, alta anual de 32,8%.
No mês, 3,73 milhões de toneladas de adoçante deixaram o país, uma elevação de 29,8% em relação ao mesmo mês de 2023. Na comparação mensal, por outro lado, houve uma queda de 3,9%.
O preço médio, por sua vez, caiu 11,8%, para US$ 473/t. A arrecadação mensal somou, então, US$ 1,76 bilhão, aumento de 14,5% ante o outubro do ano passado. Em relação a setembro, o preço teve alta de 3,1%, enquanto a receita caiu 0,9%.
No mês, os principais destinos do açúcar brasileiro foram: Indonésia (423,16 mil t); Índia (395,11 mil t); China (394,32 mil t); Egito (246,32 mil t); e Iraque (219,6 mil t).
Considerando o tipo do produto, o Brasil exportou 3,38 milhões de toneladas de açúcar bruto em outubro, alta de 42,2% ante as 2,38 milhões de toneladas despachadas no mesmo mês de 2023. Na comparação com setembro, por sua vez, houve uma queda de 1,7%.
O preço médio, que alcançou os US$ 467,1/t, representou uma baixa de 11% na comparação anual, mas aumento de 3,4% em relação ao mês anterior. Assim, a arrecadação com açúcar bruto chegou a US$ 1,58 bilhão em setembro, elevação de 26,6% em relação aos US$ 1,25 bilhão vistos no mesmo período do ano passado.
Já as 349 mil toneladas restantes foram de açúcar refinado, representando uma retração de 29,7% no ano e de 20,7% no mês. O produto foi negociado a uma média de US$ 530,1/t, queda anual de 10,2%, somando uma receita de US$ 185 milhões (-36,9%).


Giully Regina – NovaCana
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