Com o decorrer da safra de cana 2023/24, as exportações de açúcar se mantêm em alta. Em junho, 2,87 milhões de toneladas do adoçante deixaram o Brasil, elevação de 19,4% ante maio e de 23,1% em comparação com o mesmo mês do ano passado.
Os dados detalhados de exportações foram publicados na última sexta-feira, 7, pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério da Fazenda.
Segundo a Secex, o preço médio do açúcar despachado no período foi de US$ 486,21 por tonelada, acréscimo de 0,4% ante maio (US$ 484,45/t). O valor também representa uma elevação de 22,9% em relação a junho de 2022, quando foi de US$ 395,57/t.
Desta forma, a receita obtida com as vendas da commodity chegou a US$ 1,4 bilhão, alta mensal de 19,9%. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, por sua vez, o aumento foi de 51,3%.
Considerando cada tipo de produto, em junho, as exportações de açúcar bruto somaram 2,51 milhões de toneladas (+15,7%). Com um preço médio de US$ 474,74/t (-1%), a arrecadação mensal chegou a US$ 1,19 bilhão (+14,6%).
Já o adoçante branco movimentou 370 mil toneladas no período (+52%), negociadas a um preço médio de US$ 563,97/t (+6,8%). Com isso, a receita mensal foi de US$ 208,41 milhões (+62,3%).
No primeiro semestre de 2023, 11,25 milhões de toneladas foram enviadas a outros países, alta de 15,7% ante os seis primeiros meses de 2022. Do total, 9,8 milhões de toneladas são do produto bruto (+13,7%) e 1,43 milhão de toneladas do produto refinado (+31,3%).
Além disso, considerando um preço médio de US$ 469,48/t (+20,4%), as sucroenergéticas brasileiras registraram uma receita acumulada de US$ 5,28 bilhões (+39,4%).
No período, os principais destinos do açúcar brasileiro foram: Argélia (890,01 mil toneladas), Nigéria (873,69 mil toneladas), Arábia Saudita (831,76 mil toneladas), Marrocos (767,76 mil toneladas), e Bangladesh (746,02 mil toneladas).


Giully Regina – NovaCana
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