Como esperado em uma safra açucareira, as exportações do produto seguiram em alta em julho. No mês, 2,93 milhões de toneladas do adoçante foram despachadas para outros países, alta de 2,1% ante junho e de 2,3% em relação a julho de 2022.
Os dados detalhados de exportações foram publicados na última sexta-feira, 4, no site do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).
De acordo com a pasta, o preço médio do açúcar despachado no período foi de US$ 503,30 por tonelada, acréscimo mensal de 1,5% – esta é a primeira vez que o valor ultrapassa US$ 500/t desde novembro de 2012. O montante também representa uma elevação de 25,8% em relação ao mesmo período do ano passado, de US$ 399,96/t.
Assim, a receita obtida com as vendas da commodity chegou a US$ 1,47 bilhão, aumento de 3,6% ante junho. Em comparação com julho de 2022, a alta chegou a 28,7%.
Considerando cada tipo de produto, as exportações de açúcar bruto somaram 2,5 milhões de toneladas no mês, queda anual de 2,8%. Mas, com um preço médio de US$ 497,05/t (+26,8%), a arrecadação mensal chegou a US$ 1,24 bilhão (+23,2%).
Já o adoçante branco movimentou 424,94 mil toneladas no período (+48,6%), negociadas a um preço médio de US$ 540,06/t (+14,7%). Com isso, a receita mensal foi de US$ 229,49 milhões (+70,5%).
No acumulado do ano, 14,16 milhões de toneladas de açúcar foram enviadas a outros países, alta de 12,6% ante 2022. Do total, 12,31 milhões de toneladas são do produto bruto (+23,2%) e 1,85 milhão de toneladas do refinado (+34,3%).
Além disso, considerando um preço médio de US$ 478,78/t (+22,1%), as sucroenergéticas brasileiras registraram uma receita acumulada de US$ 6,78 bilhões (+37,5%).
No período, os principais destinos do açúcar brasileiro foram: Argélia (1,13 milhão de toneladas); Nigéria (1,01 milhão de toneladas); Arábia Saudita (951,22 mil toneladas); Marrocos (944,32 mil toneladas); e Bangladesh (874,82 mil toneladas).


Giully Regina – NovaCana
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