Ao longo da safra 2020/21, que se encerra oficialmente em março, as usinas brasileiras devem direcionar 46,2% de sua colheita de cana-de-açúcar para a produção de 41,8 milhões de toneladas do adoçante, conforme estimativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Este alto volume é justificado por um cenário global que favorece a commodity, ao mesmo tempo em que prejudica o mercado doméstico de etanol.
As exportações registradas em 2020 reforçam a questão. Ao longo dos 12 meses do ano, foram comercializadas 30,79 milhões de toneladas de açúcar – o maior valor da série histórica iniciada em 2009. Na comparação com 2019, por exemplo, o montante representa um crescimento de 72,1%.
Os dados detalhados deste mercado foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério da Economia.
No total, a receita com exportações de açúcar alcançou US$ 8,77 milhões, 69,4% a mais que o registrado em 2019. Isso foi possível especialmente devido ao maior volume, uma vez que houve redução de 1,6% no preço médio, que passou de US$ 289,51/t para R$ 284,91/t.
Considerando o tipo de açúcar exportado, a maior parte da quantia movimentada em 2020 é do bruto, com 26,83 milhões de toneladas a um preço médio de US$ 276,17/t. Já o açúcar branco somou 3,96 milhões de toneladas, comercializadas a US$ 344,11/t.
Especificamente em dezembro, as usinas brasileiras exportaram 2,98 milhões de toneladas de açúcar, sendo 2,61 milhões de toneladas de bruto e 367,4 mil toneladas de refinado. O preço médio mensal do adoçante foi de US$ 295,12/t, gerando uma receita de US$ 879,84 milhões.
Na comparação com dezembro de 2019, isso representa uma elevação de 107,7% no volume total, além de um aumento de 2,7% no preço médio e de 113,2% na receita.


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