As estimativas da StoneX, divulgadas ontem, 5, durante evento promovido pela consultoria, expressam um crescimento de 12,8% na produção do etanol advindo do milho em 2022/23, saindo de 3,5 bilhões de litros no ciclo vigente para 4 bilhões de litros. Entre os principais motivos está a ampliação da capacidade de produção.
Em 2020/21, conforme o mais recente acompanhamento de safra da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), a produção acumulada de etanol entre 1º de abril e 15 de setembro é de 20,75 bilhões de litros de etanol; deste volume, 1,48 bilhão são provenientes do milho.
“O milho ganhou mais produtividade do que a cana. Eu falo isso com muita dor, pois fui presidente da Unica durante cinco anos”, declarou o professor do Insper e especialista de agronegócio, Marcos Jank, durante o IV Seminário StoneX.
Ele afirma que, a princípio, não se imaginava que o milho seria uma commodity tão importante quanto a cana na produção de etanol brasileira, mas é isso que se tem visto. “[A produção] está crescendo, pois a safra cresceu. E é mais fácil fazer planta de etanol de milho do que de cana”, completa.
Das 23 usinas de etanol atualmente em construção, conforme dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), 11 usarão o milho como matéria-prima – o restante se dedicará a cana, a soja ou a outros cereais.
“Temos visto isso acontecer e é positivo, pois abre uma outra oportunidade que não é só o consumo doméstico e a exportação de milho; é a produção de etanol de milho no Centro-Oeste, que também será beneficiado pela nova logística”, destaca Jank. “Eu vejo essa consolidação do etanol de milho no Brasil, sim. Isso vem puxado principalmente pelo mercado interno, com o carro flex e a mistura de 27% de etanol na gasolina”.
Leia sobre as perspectivas de Marcos Jank para o mercado global de etanol no texto completo (exclusivo para assinantes).
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