
Reynaldo Ferreira Benitez, assume cargo de diretor financeiro no Grupo Clealco
Em comunicado enviado hoje (26) à imprensa, o Grupo Clealco confirmou uma mudança no quadro de diretores da companhia. O cargo de diretor administrativo financeiro (CFO), ocupado desde julho de 2015 por Denise Araújo Francisco, passará para Reynaldo Ferreira Benitez.
O executivo ocupou por oito anos a posição de diretor financeiro e relações com investidores no Grupo Guarani e, segundo a Clealco, possui mais de 35 anos de experiência na área financeira. Anteriormente também atuou como diretor financeiro na Alstom Brasil, empresa do setor ferroviário e logístico.
Benitez é engenheiro de produção formado na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP), com especialização em administração de empresas pelo Insead. “Reynaldo tem a missão de dar continuidade à reorganização financeira e administrativa da Clealco, alinhando as ações aos objetivos estratégicos e visão de longo prazo da companhia, consolidando-a como player estratégico do setor”, afirma a nota da Clealco.
Atualmente, o Grupo Clealco controla três usinas no estado de São Paulo, localizadas nos municípios de Clementina, Queiroz e Penápolis.
De acordo com informações divulgadas pelo Valor Econômico em junho de 2015, Benitez, já na qualidade de ex-diretor da Guarani, fechou um acordo com a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para pagar R$ 400 mil com o objetivo de encerrar um processo administrativo sancionador aberto pela autarquia sem que houvesse julgamento.
O processo havia sido aberto pela CVM por conta de reorganização societária que resultou na incorporação da Guarani pela Tereos Internacional, divulgada em 28 de março de 2010. Um mês depois, em 20 de abril de 2010, novo fato relevante informou que a Guarani recebeu aportes de capital da controlada Cruz Alta, oriundos da Petrobras Biocombustíveis.
De acordo com o Valor Econômico, ao analisar os negócios com as ações da companhia antes das divulgações dos dois fatos relevantes, a CVM identificou tanto oscilações como volumes atípicos nas negociações dos papéis. A partir desses dados, a CVM concluiu que houve falha do diretor de relações com investidores ao não divulgar tempestivamente fato relevante sobre as operações, diante do comportamento atípico das ações e que indicavam possível vazamento das operações.
Na ocasião, Benitez alegou que as oscilações apontadas não eram atípicas, uma vez que as ações possuíam alta volatilidade, e, nos dias citados, estavam possivelmente atreladas ao comportamento dos preços do açúcar no mercado. Por essa razão, entendeu que as informações não haviam fugido ao controle de acionistas e administradores.
Ainda segundo informações do jornal, inicialmente, Benitez propôs termo de compromisso com o pagamento de R$ 200 mil. O comitê de termo de compromisso sugeriu que ele dobrasse o valor, e o acordo acabou fechado.
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Com informações do Valor Econômico