Na semana de 11 a 17 de setembro, os preços do etanol hidratado subiram novamente na maioria dos estados do país. Os preços ao consumidor do biocombustível aumentaram em 16 estados, recuaram em apenas nove e no Distrito Federal e permaneceram iguais em Santa Catarina. Os dados são da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
No intervalo, os preços marcados nas bombas de combustíveis para a gasolina caíram em 12 estados e no Distrito Federal. Além disso, subiram em outros 13 e ficaram estáveis no Amazonas.

Apesar de ligeiro recuo na competitividade do renovável de cana, nas médias nacionais o etanol hidratado permanece mais vantajoso para o consumo do que a gasolina. O indicador que mede a relação de preços dos dois combustível subiu para 68,4% na última semana (o que indica perda na competitividade).
Gráficos avançados e filtros interativos sobre o comportamento dos preços estão disponíveis aqui (exclusivo assinantes).
O evolutivo dos preços de todos os estados desde 2001 pode ser acessado aqui.

Os preços do etanol nas bombas continuam competitivos em relação à gasolina nos Estados do Mato Grosso, Minas Gerais e São Paulo.
No maior estado consumidor e produtor do país, o preço médio do etanol hidratado nas bombas de combustíveis foi de R$ 2,303. O valor é 0,61% maior do que o registrado na semana anterior. A variação no preço do renovável de cana é superior à valorização de 0,26% do preço da gasolina no período, comercializada na última semana em média a R$ 3,455.
No estado, o preço do etanol hidratado corresponde a 66,7% ao valor de comercialização da gasolina.

Os preços do etanol e da gasolina por região, estado ou cidade desde 2001 estão disponíveis na planilha interativa (exclusivo para assinantes).
A última semana representou nova valorização na cotação do etanol hidratado nas usinas. Nas unidades de produção paulista, o preço do biocombustível subiram 1,14%. Esta é a terceira semana consecutiva de alta, fazendo com que o etanol hidratado já acumule uma valorização de 4,7% nos preços de saída das usinas.
Em Goiás, também já são três semanas de alta. Com um aquecimento de 2,47% na última semana, as usinas goianas já acumulam uma valorização de 4,32%. Já no Mato Grosso, são apenas duas semanas de alta consecutiva e uma variação acumulada de 2,12%.
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