
Na semana de 7 a 13 de agosto, a variação dos preços do etanol hidratado pelo país resultou em novo recuo na competitividade do renovável de cana em relação à gasolina. O resultado foi impulsionado, principalmente, pela maior alta nos preços do biocombustível nos estados do país.
De acordo com o levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Bicombustíveis (ANP), na última semana, os preços do biocombustível de cana-de-açúcar subiram em 13 estados e no Distrito Federal. Além disso, dez estados apresentaram recuso nos preços, que ainda ficaram estáveis no Paraná, no Tocantins e em Roraima.
No intervalo, os valores ao consumidor para a gasolina aumentaram em 12 estados e no Distrito Federal, caíram em outros 13 e permaneceram iguais no Tocantins.

Nas médias nacionais, o sobe e desce dos preços contribui para a elevação do índice que estabelece a relação dos preços entre o etanol e o combustível fóssil, caracterizando perda na competitividade do renovável de cana. O indicador chegou a 68,1%. Na semana anterior, a média de preços do etanol correspondia a 67,8% do valor médio da gasolina.
Gráficos avançados e filtros interativos sobre o comportamento dos preços estão disponíveis aqui (exclusivo assinantes).
O evolutivo dos preços de todos os estados desde 2001 pode ser acessado aqui.

Entre os seis estados onde o preço do etanol hidratado costuma ser mais vantajoso para o consumidor, agora essa afirmação é válida apenas para três: São Paulo, Mato Grosso e Minas Gerais. Na última semana, o etanol se tornou desvantajoso para o consumo no Paraná, após estabilidade nos preços do renovável e queda de 0,45 % no valor cobrado pela gasolina.

Os preços do etanol e da gasolina por região, estado ou cidade desde 2001 estão disponíveis na planilha interativa (exclusivo para assinantes).
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